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Sexta-feira, Novembro 30, 2001
E meu amiguinho acaba de me ligar. Me dizendo que já chegaram os E's e que hoje a noite vai ser tudo. Que é a última dele nesta terra maldita! Vou lá me arrumar. 22:30.
Deu na Erika Palomino: o clube A Lôca não vai abrir hoje, nem amanhã, nem depois. Motivo: uma interdição muito suspeita e mal fundamentada. Enfim, a balada de hoje vai ser mais curta, sem after. :P
Aos fãs de música eletrônica, especialmente de trance, aqui vai a recomendação de uma página que contém vários downloads legais de músicas deste gênero que, ainda, é o melhor pra dançar na balada.
Obrigado a todos aqueles que tem elogiado este repositório de neuroses, seja pelo envio de e-mails ou pela publicidade desta página em seus respectivos blogs. Atenção especial ao comentário do vegabrazil que taxou meus posts de corajosos. Obrigadíssimo. Juro jamais ter imaginado que esse adjetivo seria aplicado a esta pagininha. O comentário me alegrou, de qualquer maneira, porque eu adoro o blog deste cara. É super bem escrito sem abusar da verborragia - e que sensibilidade! Não é rasgação de seda, eu estou dizendo apenas o que acho. Aliás, este foi o primeiro blog que eu li e é o grande responsável pela paixão que eu desenvolvi por esse tipo de literatura. Vega, você é o responsável direto pelo meu novo vício. Vou processá-lo por indução ao crime, ha-ha-ha.
Com essa divulgação toda, é bem provável que, em pouquíssimo tempo, alguém que me conheça caia por aqui e me descubra logo de imediato. Conhecido, não - para sacar quem sou só pela leitura dessa página, é preciso que me conheçam bem. Logo, algum grande amigo meu ainda vai acabar aparecendo por aqui e percebendo de cara que sou eu o autor estas mal-traçadas.
Anyway eu sabia que corria esse risco desde que comecei a postar, mas quer saber...?! F-O-D-A--S-E. Sem maiores palavras ou meandros. Foda-se mesmo.
Uso meu blog principalmente como meio de desabafar para que eu possa ter uma idéia mais clara do que se passa na minha vida e na minha cabeça e, com isso, poder suplantar as intempéries que eu mesmo e a vida atiram. Creiam-me, escrever ajuda absurdamente a colocar ordem no caos do nosso pensamento. Ainda mais pra mim, que sempre fui razoavelmente obcecado pela clareza da escrita e confesso que apenas posto definitivamente alguma coisa quando sinto que há coesão no que escrevi.
Afirmo com honestidade - não faço como muitos que dizem usar o blog como instrumento predominantemente confessional, mas que, no fundo, estão querendo autopromoção, o desnude sem propósito para o mundo.Então, isso aqui é uma auto-análise, um complemento da minha terapia - ou melhor, das minhas terapias: a que eu pago semanalmente e a que eu imponho a mim mesmo.
Não deixo de reconhecer o caráter exibicionista da minha página, claro, mas eu sei, bem qualquer pessoa sensata também sabe, que uso isto aqui muito mais como veículo de autoconhecimento do que como modo de escancarar minha vida gratuitamente. Se revelo detalhes sórdidos, é com o intuito de analisá-los e entender o por quê de sua existência. That's it.
Ademais, tenho certeza de que as pessoas que, ao lerem isso, me reconhecerem, vão ter a fineza de não vir-me perguntando se a página me pertence. Acho que conheço meus amigos, he-he-he.
É o que há por enquanto...
A balada acho que vai ser boa... Passagens compradas, só resta-me desejar uma nice trip. Para animar, um pouco de drag music pra dar o tom: Tamia - Tell Me Who (Thunderpuss Club Mix) É fubá no último, mas eu a-d-o-r-o!!!
Pelo visto, o horário não vai aparecer aqui mesmo. Então, vou sempre colocá-lo nos meus posts assim mesmo, manualmente, sempre no final. O que não deixa de ser até produtivo, já que, pelo que pude ver, essa bosta não obedece ao horário brasileiro de verão. Só podia mesmo ser coisa de americano - nem sei se o Blogger é americano - mas que eles não são um primor de inteligência, isso é dado líquido e certo. Digo isso porque me lembro de quando tinha, nos idos da minha adolescência, vários penfriends ianques que nunca entendiam por que nossas estações do ano eram diferentes. Várias vezes, tive até de fazer desenhos explicativos na carta para que eles compreendessem mecanismo tão complexo. De tanto que eles tentavam contestar minha afirmação, eu acabei tendo de armazenar um arquivo no micro que eu imprimia e sempre anexava às cartas. Não estou mentindo desta vez, juro.
Sexta-feira, para mim, é sempre um dia ótimo - além de me brindar com aquelas expectativas do final de semana, é um dia que formaliza o encerramento daquele monte de tarefas chatas e cotidianas que a semana me impõe. E que semana, esta! Uma série de provas horrendas, longas, complexas e fodidas, que me renderam pouquíssimas horas de sono, cigarros consumidos à exaustão e olheiras. Hoje, pra completar, deadline da matrícula. Após horas me descabelando na frente de dúzias de páginas, de diversas áreas e períodos, consegui elaborar uma grade que comportasse tanto o número máximo de créditos permitidos no semestre quanto uma gama de matérias toleráveis.
Tira daqui, bota dali, eis meu resultado final: terei, ao todo, 22 aulas semanais (o máximo de créditos permitido), sendo que, na quinta-feira, vou ter de ir àquele mofo em forma de prédio no período da manhã e da tarde. Tive, ainda, de excluir algumas matérias tidas como importantes, como concorrencial e consumidor ou por causa do conflito de horários ou porque eu realmente detestaria "aprender" sobre isso ou porque os professores eram tremendamente fodidos e carrascos. Eu me conheço: não vou agüentar, em pleno último ano da faculdade, ter de dar o resto do meu sangue pra passar com míseros cinco pontos na média. Além disso, jamais levei aquele curso realmente a sério, não vai ser a esta altura do campeonato que eu vou mudar de atitude.
Então, estamos aqui: sexta-feira, obrigações e deveres cumpridos (ainda que mal e porcamente), grade curricular do ano que vem já pronta e entregue, provas já feitas. Embora eu ainda tenha várias substitutivas remanescentes para semana que vem, esta semana, em si, já está morta. Gone with the wind. Hora, então, de celebrar, de comemorar, certo?
Sim! A balada de hoje já está marcada, a UltraLounge e meus amigos me esperam. Ecstasies comprados. Tudo já garantidoe perfeito. Nem tudo são flores, though Tenho-me sinto especialmente apreensivo. Assustado. Acossado. Apavorado. E, como sempre, nada vem moderadamente pra mim: meu pavor me assalta em níveis apicais, berrantes.
A minha sessão na terça-feira me caiu como um balde de água fria que, embora já viesse sendo despejado há tempos, eu vinha-me negando a ver insistentemente. Eu, simplesmente, me recuso a crescer - uma síndrome Peter Pan básica mas que, como tudo em mim, toma proporções gigantescas. Essa minha resistência brava a qualquer sinal que indique amadurecimento: os cremes, a obsessão pela manutenção da aparência jovem; tantas baladas loucas regadas a ectsasy, a álcool, a Special K; as minhas conversas longas e peruescas ao telefone sobre futilidades... Tudo isso são apenas máscaras pra ocultar a necessidade de assumir uma muitas responsabilidades e de deixar de lado uma série de coisas que, embora legais, não têm mais sentido.
Claro, não vou dar uma de pecador arrependido e dizer que eu joguei minha vida na merda, que eu deveria ter estudado mais, que eu deveria ter-me preocupado com a maldita carreira antes, blablabla. Primeiro, porque é o tipo de remorso totalmente contraproducente e que não vai-me levar a qualquer outro lugar além de (mais) desespero. Segundo porque acredito piamente que estava mais do que no meu direito.
Perdi toda a minha adolescência enfurnado em livros para entrar na top das faculdades, obcecado pelo vestibular. Quatro anos (somando-se o cursinho) em que diversão era proibida. Quando comecei a faculdade, vi que a missão tinha sido cumprida, mas que, com toda aquela ânsia de passar no vestibular, eu tinha ignorado uma série de questões importantes: sexualidade, vida social, festas - enfim, faltavam coisas sem as quais eu jamais seria pleno e que, por isso, estava na hora de eu me conceder um pouco mais de liberdade. De curtir a vida mesmo e cair de cabeça nas grandes tentações que ela oferece. Ainda insisto que todos, sem exceção, devem fazer mil loucuras na sua vida, que isso faz parte necessária do processo de crescimento. Negligenciar e pular esse período de sandices juvenis, como eu já disse, é uma auto-mutilação imperdoável. Aqueles que pensam que porra-louquice é suprimível acabam-se prestando a papéis ridículos em algum momento de suas vidas. Exemplos não faltam: incontáveis titios Sukita que saem correndo atrás das Anitas e Lolitas da vida, um sem-número de balzacas frustradas que gozam horrores ao ver os amiguinhos do filhinho adolescente e outros casos igualmente deploráveis cuja citação é dispensável.
Repressão sempre repercute de forma desastrosa, cedo ou tarde, e, por isso, honestamente prefiro ter dado vazão a meus instintos nessa época da minha vida a ter de passar minha maturidade procurando esse elo perdido, sendo mais um daqueles quarentões frustrados que correm atrás de menininhos na tentativa vã de recuperar a juventude não vivida.
Pois bem, aproveitei, me esbaldei, sorvi em grandes goles todo esse império de sentidos. Foram três anos de eventos, noitadas e besteirol. Mas, agora, acabou. Preciso de um emprego. Preciso-me propor de verdade a um relacionamento amoroso e sério. Preciso voltar a estudar seriamente, do jeito que eu estudava na época do colégio. Uma lista infindável de afazeres em nada agradável. Claro que eu adoraria continuar a minha vida jogando na balada indiscriminadamente todos os finais de semana, passando minhas tardes dormindo e/ou ocioso na internet, faltando na faculdade. Mas não posso mais. É... Crescer aos 22 aninhos não é fácil...
E depois dizem que analista só serve pra passar a mão na sua cabeça e pra deixar você fazer o que vier na cabeça. Bullshit.
Estou esfarelado. Bem sei que me canso e tenho sono com facilidade e rapidez assustadoras, mas estou tão nocauteado que caso eu consiga escrever um período decente, me darei por mais-que feliz. Assim, minhas mais sinceras escusas, mas, por enquanto, nada de posts muito extensos. Preciso dormir normalmente, sem ficar pensando na OMC, no GATT, na solução de disputas em âmbito internacional, na alíquota, na regra-matriz de inciência. Espero poder estar razoavelmente são amanhã, na parte da tarde.
Encerrei hoje a primeira bateria de provas e amanhã é o prazo final de matrícula - o horrendo desafio de montar uma grade curricular com matérias de que eu goste (?) e cujos horários não conflitem. Lovely. É, esta tem sido uma semana de duelo pesado entre mim, mim mesmo e a vida. Os três - me, myself and life - e alguns intrusos brigando concomitantente e interminavelmente em todos os lugares possíveis: no quarto, no trânsito, nas parcas horas de sono, na faculdade, no divã da analista... Surto. Neuras. Cigarros consumidos e rugas adquiridas...
Aguardar cenas do próximo post, já fui além das minhas forças de pensamento.
E esta bosta aqui continua engolindo o horário. Serescaridosos tiveram ótima vontade para me ajudar nesse quesito, mas a minha limitação fez oposição ferrenha a tamanha solicitude. Desta feita, Mar de Rosas informa: post enviado às 22:10.
Já que puxei o maldito assunto, vai aqui uma dica para aqueles que não dispensam um colocón ilícito básico no final de semana. A coisa é amiga velha de guerra e já tá até do lado da minha página!
Aquele meu grande, lindo e querido amiguinho de quem eu já falei anteriormente, a quem vamos chamar de SW (como eu disse, sem comprometimentos por aqui) acaba de me ligar com uma proposta deliciosamente indecorosa pro final de semana. Na verdade, nem tão indecente quanto eu gostaria: maravilhosas e inéditas love pills por 40 reais cada.
Aaaarrrrrrrrrrgh... Isso é uma grandessíssima FODA. Eu realmente estou querendo dar um tempo com essas coisas. NÃO deixo de reconhecer que drogas podem ser MUITO legais, desde que você não as use compulsivamente (algumas pessoas conseguem, believe me!). E desde que você não as use exclusivamente para sair da depressão ou para se esquecer da belíssima merda que sua vida é. E isso, claro, vale pras ilícitas também. Quem NUNCA se sentiu um lixo depois de ter tomado um porre por causa de uma decepçãozinha amorosa?
Tá certo, estamos todos sujeitos a essas intempéries. Então, vou-me jogar esse final de semana com ele, estou acobertado por essa escusa, he-he-he. Falando sério: vou fazer isso porque é o último final de semana dele aqui e eu quero-me divertir bastante com ele. That's it!.
(.... rápida reflexão .....)
Ai, será que estou-me auto-enganando?! Será que estou justificando as minhas atitudes feias com base em argumentos falaciosos?! Será, será, será, será...?! Aaaaarrrrrrrrrrghhh...
Ainda bem que hoje é dia de análise! No meu caso, eu poderia inverter a máxima inglesa e dizer: "thanks God it's TUESDAY!. ha-ha-ha...
Como eu não sei QUANDO ou SE esta bosta do horário vai aparecer, registre-se nos autos: exatíssimos meio-dia e cinqüenta e três minutos no horário brasileiro de verão. Aproveito para repetir a algum incauto visitante a mesma súplica de ontem: quem souber como devolver o horário para minha página, sinta-se à vontade para me escrever. Agradecimentos antecipados pela gentileza.
(ANTI)VIDA ACADÊMICA
Positivamente, eu ODEIO aquele mausoléum que se convencionou chamar de faculdade. Comecei meu dia com uma incumbência a-do-rá-vel: uma outra prova infernal às 8h da manhã. Acordei às 2h da manhã para estudar, saio correndo para a maldita avaliação e eis que me cobram as coisas mais estapafúridas do universo. Concordo que um professor tem o dever de avaliar seus alunos, verificando se os mesmos realmente aprenderam o que ele ensinou, mas aquele puto simplesmente perguntou dados inconsistentes. Detalhe: esta provinha de hoje com peso 2; a anterior, com peso 1. E farei a substitutiva dessa primeira prova.
Claro, como sempre, shit happens. And it NEVER comes alone. Amanhã, mais outra prova, na qual eu preciso de um "modesto" seis; depois, outra, em que preciso tirar cinco. Damn it!
(ANTI)VIDA NÃO SÓ ACADÊMICA
E, em meio a toda essa angústia escolar, meu amiguinho, meu melhor amiguinho, aquele que eu adoro sem saber explicar o por quê, o eterno crush mal resolvido e sobre quem, com certeza, ainda vou falar muito, está indo embora daqui a menos de duas semanas pro outro lado do mundo, por tempo indefinidíssimo! E eu, óbvio, querendo ficar mais tempo com ele... E, por causa daquele MALDITO prédio empoeirado e caquético que deveria ter sido fulminado no lugar das Torres Gêmeas, eu não vou poder aproveitar esses últimos tempos com ele do jeito que eu gostava. O-D-E-I-O quando me sinto contrariado - e, garanto, que detesto isso num nível muito superior ao do bonus paterfamilia.. Damnt it! - em dobro!!!
WEEKEND
Pra completar, acordo hoje com uma belíssima amigdalite - certamente resultado do desvairado final de semana. Mas eu não me importo muito não. Eu A-D-O-R-O vida noturna em quase toda sua íntegta, é mais outra dependência minha! Tudo na vida está à venda e tem seu preço, já diria a mocinha de Sydney Sheldon.
Frasezinha manjada, não deixo de reconhecer, mas muitíssimo verdadeira. Eu pago integralmente e com bônus pelo que faço nessas minhas incursões noturnas - pago com dinheiro, com minhas seguidas dores de corpo, com a eterna indisposição, com sono insistente, com a dificuldade absurda pra me concentrar e até pra escrever direito (não reparar na pobreza de escrita, por favor). E, claro, pago os laboratórios que produzem mimos da existência humana como Aspirina, Benflogin, Cataflam... Mas, por enquanto, tem valido a pena.
Não tolero pessoas caretas que ficam recriminando quem se coloca* na balada, dizendo que é possível se divertir plenamente sem isso. Fico mal até segunda-feira, mas eu me divirto muito no final de semana, aproveito a função social a que ele se presta, e vou bem, obrigado, sem grandes arrependimentos. * aos não iniciados -- COLOCAR-SE: expressão corrente no mundo GLS que significa fazer uso de álcool ou qualquer outro tipo de droga.
Não posso negar que a noite foi boa, no entanto. After hour na sexta e no sábado, a maravilhosa sensação de sair do ar, de dançar horrores...!!! O máximo foi a minha entrada no after hour do Lov.e com uma girafa inflável - ainda bem, estava vazio e não havia pessoas conhecidas. Ou melhor, havia, mas elas também estavam em condições igualmente inadequadas para menores!
Eu realmente não consigo imaginar como uma pessoa pode viver noventa anos e tralala sem ter praticado essa série de loucuras juvenis inconseqüentes. Não ter tido momentos assumidamente porra loucas, para mim, equivale a uma amputação de braço, é arrancar parte crucial da sua vida e, conseqüentemente, de você mesmo. Além disso, nós temos noção do perigo, vamos até onde sabemos que agüentamos. O ser humano (dentro do limite aceitável, claro!) tem um radar embutido no seu inconsciente cuja sirene inevitavelmente se esncancara aos berros quando já se passou do limite.
GOD SAVED MY DAY
Nem tudo são flores. Mas, tampouco, nem tudo é merda completa.
Chego em casa depois de estar-me sentindo mais fodido do que donzela deflorada por negrão - e sem KY! E eis a surpresa agradável: um e-mail fofíssimo do Renato , cujo blog eu leio há decênios.
Uma mensagem simpática, cumprimentando esta explosão de neuroses aqui. Obrigadíssimo!
SANTO FREUD
É, eu sou extremamente dependende de tudo. Amanhã, acho que vou fazer uma listinha contendo uma série de coisas, pessoas e afins sem os quais eu não consigo viver; ao que parece, aliás, tornou-se moda por aqui escrever listinhas. Hoje, por exemplo, é dia da semana em que me rendo aos encantos da ciência de Freud. É, eu faço análise - nada surpreendente, em vista de toda a calma e normalidade demonstradas até o momento.
Na verdade, eu comecei a freqüentar a terapia há pouco tempo - hoje, estou indo pra minha quarta sessão. Li em um lugarzinho ótimo aí que isso é falta de ir pro tanque ou de fazer qualquer outra coisa tida como mais produtiva. Mas eu acho mesmo que é interessante fazer um pouquinho de terapia. São raros os casos em que faz mal; e, na maioria deles, os efeitos são realmente benéficos. Isso eu afirmo, claro, com base no meu espaço amostral.
Ah, mas claro que eu não podia deixar minha verve compulsiva de lado também neste momento - mal comecei a ir pras sessões e já estou adorando, ou melhor, dependendo delas. Chega segunda-feira e já mal espero para ter aquela horinha em que eu posso falar sobre MIM! Coincidentemente, pode ter sido essa a razão por que eu decidi começar a postar aqui ontem - blue monday.
Algo está MUITO errado nesta minha pequena tentativa de um template. O horário, simplesmente, não aparece. Alguém pode-me ajudar? Estou aguardando. Juro que ficarei eternamente grato.
Sei que estudar, embora chato, é algo extremamente necessário. O foda é que eu realmente não suporto mais ver tantas matérias inúteis, não consigo mais me submeter a tamanha masturbação mental, desnecessária e fatigante. É insuportavelmente frustrante estar no fim de um curso universitário no qual você, de alguma forma, tinha depositado inúmeras esperanças e ver que esse curso se revela nada mais do que um engodo.
Estou em tensão. Esqueci dois maços de cigarro cheinhos em algum lugar ignorado. Não fumo há mais de três horas. Está calor e eu detesto-me sentir melecado e sujo. É semana de provas e, sem a nicotina, não conseguirei estudar adequadamente. Amigos meus metidos a entender de astrologia dizem que, por ser canceriano e por toda a combinação do meu mapa astral, sou muito dado a vícios.
Um, dois, três - dilema. Como começar este arremedo de terapia?
Poderia ser falando meu nome, minha idade, onde moro, o que faço da vida. My likes and dislikes. Uma referência àqueles famosos caderninhos de perguntas que existiam aos borbotões na minha longínqua pré-adolescência.
Poderia, ainda, fazer um tratado histórico da minha vida relatando, cronológica e detalhadamente, os fatos mais relevantes da minha vida. Falar da minha vida desde o seu começo, da minha família, dos meus amigos e dos meus desafetos.
Poderia, também, contar minhas expectativas, meus planos, meus medos, minhas neuroses, minhas obsessões. Discorrer sobre mim mesmo em longos parágrafos.
Há, certamente, outras opções de se apresentar a alguém. Seria interessante um apanhado de todas as alternativas acima, dizendo que eu contabilizo 22 primaveras, moro em São Paulo, sou estudante universitário. Que sou canceriano com ascendente em escorpião e com lua em gêmos, a quem interessar possa. Que eu adoro chocolate, Marlboro, chá gelado e junk food em geral. Que adoro música eletrônica, romântica, MPB, francesa. Que prefiro cães a gatos, roupa escura a clara, inverno a verão.
Que sou uma pessoa cheia de manias e de vícios. Que não consigo sair de casa sem me perfumar. Que fumo, bebo e faço outras coisinhas menos louváveis compulsivamente. Que tenho sérias dúvidas do que eu vá fazer no meu futuro profissional. Que minha cabeça é acometida por uma série de "e se...?", numa proporção muito maior do que no resto da humanidade e que, também por isso, eu estou fazendo análise há pouco menos de um mês. Que tenho pavor de ficar só. Que sou um menino que gosta de meninos e que ainda acredita no grande coup de foudre, naquela história de amor fulminante e arrebatadora. Que eu nunca consegui entabular um relacionamento decente, por medo de perder. Que estou perdendo uma pessoa muito querida para mim. Que sou excessivamente ambivalente e instável. Que sou um procrastinator contumaz.
Poderia começar contando meu dia de hoje, que fui à faculdade e que fiz uma prova na qual estive bem abaixo do desejável.Que estou ansioso porque ainda não publicaram meu deferimento de transferência de período na faculdade. Que comi no McDonald's e passei a tarde inteira enfurnado na internet. E que finalmente tomei coragem para fazer o meu. Claro que será uma exposição contida. Alguns nomes não serão revelados, algumas situações serão invertidas.
Mas todo esse blá-blá-blá seria muito em vão - eu provavelmente pareceria uma bula de remédio e, pior, teria a constante sensação de que está faltando algo neste meu primeiro post. Então, vou começar, ou melhor, terminar, dizendo que eu tenho uma outra prova horrorosa amanhã na faculdade, que já dei o cano na personal trainer hoje. E que, logo, preciso estudar e a última coisa que eu deveria estar fazendo neste momento é digitar esta imensa montanha de egocentrismo.