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Domingo, Março 31, 2002
Peço um desconto pelo amargor que se passou. Apenas considerem que o meu feriado foi um lixo, que são oito horas da manhã, que estou morrendo de sono e sem forças pra cair na cama.
E o feriado terminou, a segunda-feira está aí, escancarando a sua bocarra, prontinha pra me engolir com os afazeres que vão-se estender por toda a semana. Não deixei a cidade. Não saí de casa. Não abandonei os meus flagelos em forma de pensamentos autopunitivos.
Feriado - essa palavrinha mágica que encerra tantas esperanças. Diazinhos que aguardamos impacientemente, como crianças ansiosas à espera dos doces que vão recompensar a ingestão forçada das verduras amargas do jantar. Como sempre, vale tudo pra se esquecer das agruras do dia-a-dia: viagens, atividades culturais e de lazer fora ou dentro de casa, a lista vai ad infinitum. Meios diferentes e igualmente vãos para a consecução de um fim único e inalcançável.
Ah, quanta ilusão! Viajar pra quê? Pra enfrentar o mesmíssimo trânsito infernal, pra aturar a lotação sufocante de sempre e pra viver em igual falta de privacidade? Passear pela cidade? Pra trocar o estresse dos prazos no serviço, a amolação do chefe e a obrigação de acordar cedo pelo dilema de escolher um restaurante pra ir, um filme pra assistir ou um programa qualquer pra fazer?
Ficar em casa, on your own pra “espairecer”? E sentir os minutos passar como horas, deixando o cérebro ser carcomido pelas más resoluções pessoais, pelas frustrações e pelas autocobranças? Dormir bastante? Pra desregular o relógio biológico e começar a semana dura com aquela sensação de não ter descansado absolutamente nada?
E, antes que me chamem de desmancha-prazeres, Happy Easter pra vocês também.
O resultado não poderia ter sido outro! Afinal, sou uma pessoa solar!!! Essa é uma frase de efeito MUITO utilizada por mim, em referência à impagável peça Duas Mulheres E Um Cadáver. Quem assistiu, sabe do que estou falando! E é isso: se não estou no centro das atenções, logo me forço pra que isso aconteça!!! E aplausos pro autocentrismo, pra apologia do "eu" e egotrips em geral!!!
Nerd = pessoa chata, maçante e (aparentemente) intelectualmente superior Você é o(a) típico(a) nerd. Sem graça, sem humor, uma lástima em relacionamentos sociais com outros seres humanos. Mas seu computador te ama, viu?
Touché! Depois, quem sabe, eu até comento isso. Mas, agora, o meu lado nerd faz com que eu vá à televisão assistir a mais um episódio de Queer as Folk
Não saí de casa desde ontem, nem pra comprar cigarros;
Metade das pessoas que eu encontro no chat já são pretensos dates anteriores e infrutíferos;
Não acho mais músicas legais pra baixar;
Não tenho mais assunto com meus amigos;
Não tenho mais assunto com a terapeuta;
Só fico pensando "e se" e "eu quero".
É, acho que esses são alguns dos muitos sinais inequívocos de que eu atingi o fim da linha.E depois vem-me falar de "crise dos 30", "idade do lobo", "aborrecência". Eu, às portas dos meus vinte e três anos, também sofro, porra!
Dando continuidade à série de testes infames, aqui está mais um.
E bela merda ter conexão de banda larga! Hoje mesmo já tive mais dissabores com eles , porque o meu modem não conectava. E eles me disseram que eu teria de "estar aguardando" quarenta e oito horas para que algum técnico "estivesse-se dirigindo à minha residência"(argh! ainda vou dedicar um post pra iniciar uma campanha contra esse horror do gerundismo!). Algumas horinhas depois da minha discussão com o atendente, em que eu, mais uma vez, ataquei a má qualidade do serviço deles, e ponderei que seria minimamente justo e razoável um abatimento na minha mensalidade ou algum outro tipo de reparo, descubro o por quê de eu não conseguir conectar: meu telefone estava fora do gancho. A conexão voltou, mas so what? Afinal, o fato de eu poder usar a Internerd tendo a minha linha livre é uma das razões preponderantes que me fazem pagar uma taxa todos os meses pra eles.
De qualquer forma, vou "estar aguardando" mais quarenta e oito horas pra ver se eles resolvem o meu problema.
Finalmente, meu teclado está acentuando. O problema era tão ridículo que até agora não me conformo COMO eu pude demorar tanto para resolvê-lo. É o seguinte: meu teclado não obedece à porra daquele padrão ABNT - não tem tecla própria de cedilha e tal. Aliás, eu não tolero aquela configuração - mais um item a ser adicionado a minha hate list. Então, finalmente, percebi que eu deveria configurar meu teclado para o padrão internacional, mas utlizando a língua portuguesa. Óbvio e ululante, não?!
Podem rir, atirar ovos, tomates e afins, porque eu mereço. Mas estou feliz. É patético sua vida estar tão bosta que sua felicidade passe a depender de uma coisa tão ínfima quanto essa. Daqui a pouco, vou dar uma festa todos os dias em que eu chegar em casa sem ter sido atropelado. Se bem que essa hipótese não seria tão indesejada. Argh!
Sei que esses últimos posts estão muito aquém do minimamente desejável - só tenho publicado coisas curtíssimas, medíocres, meras colagens de textos alheios e testezinhos hediondos. Imagino o desapontamento que sentem aqueles que caem por estas paragens esperando meus longos e habituais tratados sobre as "agonias e as aleluias do ser" (estas sempre em menor quantidade do que aquelas, reconheço).
Não posso reclamar da falta de elementos a ser expostos aqui. Muitíssimo pelo contrario! Sobram fatos e idéias que eu, sinceramente, adoraria ter a habilidade para discutir e, com isso, acalmar a minha mente que tanto urge por certezas. Ocorre que a faceira vida tem colocado nas minhas fuças um sem-número de coincidências e fatos, enfim, toda a sorte de insights. E enquanto eu não conseguir decodificar com alguma segurança essas mensagens cifradas que essa força maior tem-me enviado, não vou poder bradar o desejado "eureka!"
Enquanto o tempo, Deus e eu mesmo não derem conta de processar esta mistura explosiva de ingredientes fervilhantes que a minha cabecinha está incubando, não há nada que eu possa fazer senao esperar. Aguardar pacientemente e tentar deixar de lado este meu desespero imediatista. Exatamente como o bom budista que eu deveria e gostaria de ser.
Koro Koro Kuririn, esse é você! Você adora comer e é um tanto tímido. Ninguém conhece você a fundo, mas isso pode mudar, se você se esforçar um pouquinho!
"Jogos de computador não afetam crianças. Se o Pac-man tivesse nos afetado quando éramos crianças, hoje em dia estaríamos todos correndo por salas escuras, engolindo pílulas mágicas e escutando músicas eletrônicas repetitivas."
Sou ou não sou um secretário muitíssimo bem acabado do nosso zeitgeist?
Dormir mal + Nao comer o dia todo + Aulas sacais no cursinho + Chuva a tarde no meio da aula insuportavel + Transito infernal + Aulas sacais (de novo?) na faculdade, com uma mocinha de tailleur azul royal que nao parava de regurgitar informacoes a uma razao de mil palavras por minuto, impossibilitando uma anotacao decente. E tudo isso ao som de um sotaque horripilante e indetectavel + Estacionamento cheio pra chegar em casa + Dor de garganta lancinante + Parada desesperada em farmacia para comprar remedios + Caixa incompetente na farmacia = Post de merda como este que vos e' apresentado.
Olha, eu detesto essas mensagens "sensiveis", mas acho que a ultima postada e' bem pertinente. Nao me lembro de onde peguei esse texto, seu conteudo nao e' em nada inovador. Nao e' inovador, mas e' verdadeiro, e insistimos em agir de modo diametralmente oposto.
Claro, você não me conhece, nem vai conhecer. Mas pode me fazer o mais feliz dos seres: apenas quero o seu lixo, aquilo que você joga fora, toda a preciosidade que você dispensa.
Seu lixo para mim é tesouro e daria tudo por ele, mas você não vê isso, não compreende o valor dos seus trastes que abandona.
Quando se desesperar no tráfego que não anda, lembra que muitos tem como único desejo poder um dia dirigir.
Se o carro estragar a quilômetros de distância, conheço gente demais que teria sua vida completa se pudesse fazer esta caminhada.
Seu dia foi terrível? Apenas uma hora a mais de vida seria o bastante para quem o tempo acabou ou até nunca o teve.
Rompeu seu coração no fim de uma relação? Há muito mais gente que nunca conseguiu amar ou ser amado do que imagina.
Se a roupa que você gosta rasgou e isso o deixa bravo, há quem nunca pode se vestir e tantos outros que se cobrem com o que ganham de esmola.
A perda do seu emprego não é tão ruim se souber usar a inteligência que muitos nem sabem que existe pois não nasceram com ela.
Quando se sentir injustiçado, vítima da ignorância alheia, se olha no espelho e vê se já não fez o mesmo para outrém.
Me dê todas as preciosidades que não quer, me dê o sorriso que não vai usar, a palavra doce que não dirá, a mão amiga que negará, a lágrima de felicidade que não rolará, a simplicidade que matará.
Só quero isso, nada mais. Com a sua sobra consertarei o mundo, pois há mais gente que sabe o quanto isso vale e não tem, do que os que tem e não querem mais.
E aqui continuo eu, nesta vidinha mais ou menos, em que as maiores emocoes ficam por conta de incidentes banalmente cotidianos. Tive um dos finais mais insossos desses meus vinte e tantos anos. Nao sai na sexta, nao sai no sabado, nao sai hoje. Desde que cheguei em casa na sexta-feira, depois de amargar uns bons pares de horas dentro do meu carro, so sai uma unica vez de casa - uma saida de quinze minutos, pra comprar cigarros. Passei o tempo todo lutando contra a Internerd: meu teclado continua sem acentuar e, sim, eu sou burro e ainda nao consegui achar solucao pra esse detalhe; minha conexao atual, que, por causa deles, deveria ser impecavel, me faz sentir saudades do meu primitivo modem de 14.400; e, por fim, meu ICQ agora me brinda com mais uma daquelas adoraveis e ininteligiveis mensagens de erro. Eu poderia continuar com uma lista longa de incidentes desagradaveis que tem acontecido na minha vida (voces nao tem ideia da sucessao de infortunios que eu tenho tido de suportar nesse tempo em que fiquei ausente). Mas acho melhor esperar pela quarta-feira, quando eu poderei despejar tudo naqueles sagrados quarenta e cinco minutos de terapia.
So para completar o quadro, eu acordei hoje com uma belissima dor de garganta, resultado dos cigarros e do uso continuo de ar-condicionado no carro, habito forcado pela violencia urbana. E amanha comeca a rotina. Como uma amiga minha acaba de me dizer e ja me desculpando antecipadamente por nao ser versado na lingua de Cervantes: que venga el toro, pero que venga muerto.
E, como se nao bastasse essa sucessao incrivel de desgracas que tem-me acometido (falo disso depois - so com acentuacao no meu teclado), mais essa, agora.
Trezentos e cinquenta e seis reais e cinquenta e sete centavos (R$336,57) de conta telefonica, sendo que quase duzentos reais dessa modica quantia vem de ligacoes realizadas pra celulares que adivinhem quem foi a graca que efetuou? Pois e - o parvo que vos escreve. Isso e do telefone fixo - um deles. Ainda tem o meu proprio celular, que totalizou quase duzentos reais este mes... Ai, ela, com certeza, me entede. Me conte, querida (se voce ainda le isso aqui, claro!), a sua historinha junto a Telefonica colou ou nao? Nunca o ditado "shit happens and it never comes alone" fez TANTO sentido pra mim.
Whether in the boardroom, the bedroom or the backroom, this hot, heartbreaking ad exec tells it like it is…no apologies, no regrets. Although his three favorite hobbies are sex, sex and sex, he is also a man who is always there when his friends need him… although he isn't always going to be nice about it.
DROGA, DROGA, DROGA! Eu NÃO sou o Brian - sempre me achei mais parecido com o Michael; mas, como esse blog pretende ser transparente, publico o resultado original, sem Lancôme, sem disfarces, sem trapaças.
Recadinho aos queers e outros afins que curtem o seriado: o Cinemax vai, finalmente, transmitir a segunda temporada. O horário e o mesmo de antes, ou seja, à meia noite das sextas-feiras. Se você não abre mão da sua baladinha nem por decreto imperial, não se desespere: há uma reprise às tercas, também à meia noite!
E cá estou eu, novamente. O micro, como dá pra perceber, me foi restituído, com um porém, que seria ínfimo, não fosse a minha obsessão gramatical e lingüística: o teclado está sem acentuação. Por isso, por enquanto, prefiro não me pronunciar muito longamente sobre algumas mudanças que afetaram a minha vida e, especialmente, o modo com que estou lidando com esse fenômeno tão desafiador. Meus "muitíssimos obrigados" a todos aqueles que me escreveram e que continuaram mantendo contato comigo. Eu voltei!
Nota adicionada na madrugada do dia 27 de março de 2002: minha neurose pelo perfeccionismo não permitiu que eu deixasse este e os posts seguintes em seus respectivos estados in natura; então, eu os editei, apenas colocando "os pingos nos is", "os tils nas mãos" e assim por diante. Juro que foi só isso, embora eu deva confessar que senti uma tentação inominável de modificar partes de sua redação.