SOBRE MIM

PARA MIM

The current mood of mar_de_rosas@ig.com.br at www.imood.com  

ÁGUAS DO PASSADO

2001

11 / 12

2002

01 / 02 / 03 / 04

05 / 06 / 07 / 08

09 / 10 / 11 / 12

2003

01 / 02

OUTROS MARES

A B B A

About Yesterday

A Caixa de Sapatos Atômica

Ato falho

BetoInside

Blanda

Blog de Escárnio e de Maldizer

Bollee(mia)

BOBEROL DIÁRIO

CADERNO MÁGICO DO DENNIS

Camilo

caminho dourado

Cantinho Terrorista

Carpe Diem

Casa de Rosemonde

Central de Manicures

Chicken Dog

Coca com gelo e limão

cry baby cry

Diário de Loucurinhas

Eiki S/A

Electronic Polaroids

Garota Marota

Gente

genérico incolor

Great Expectations

GuiGui

hal9000

Hellz HeartBeatz

Histórias, estórias e afins

Historinha

I fought in a war

inter:urbanos

Jackie Miller

Juliana não tem epididimo

Kharaum

La Philosophie dans le Boudoir

mango chutney

manumania

Microcosmo

MISSES P.

Mondo Trasho

Morfina

Mothern

Mui Gats

Mundo Perfeito

neurose tupiniquim

O diário não tão secreto de Holly Golightly

O espelho da minha alma...

ops up!

Pensar Enloquece. Pense Nisto.

poveza

ruffles

Segundo Ato

Sexo, Doce e Techno

simple facts of life

sutil como um paquiderme

Ta meu bem!!!

The Outsider

The queen is NOT dead! YET...

urbepaulista

Vai Comer Ou Quer Que Embrulhe?

 

MAIS OCEANOS

DanceSafe

Erika Palomino

MixBrasil

Portal Literal

Pulso Único

OBRIGADOS

Blogger

W.Bloggar

Tripod BR

YACCS

Template by

SEDOTEC

Atenção: A legislação atinente a direitos autorais tem aplicação estendida a todo material apresentado na Internet. São, portanto, vedadas quaisquer cópias, parciais ou integrais, do conteúdo ora exibido sem a prévia autorização.









<$BlogDateHeaderDate$>


Nada demais, por enquanto, mes enfants. Depois eu volto, ok?




Contrary to popular belief, not much sleeping is done in here. *wink*
If you were a room in a house, what room would you be?




<$BlogDateHeaderDate$>


"mensagem lindas para mamãe"

Creiam-me, esta busca gerou uma das visitas à minha página. Olha, a julgar por este post, a pessoa que entrou aqui não deve ter ficado nada satisfeita com o que viu.





MOMENTO INFORMATIVO.

" (...) Não tenham dúvida: a Igreja é acusada e humilhada porque está inocente. Seus detratores a acusam porque são eles próprios os culpados. Nunca a teoria de René Girard, da perseguição ao bode expiatório como expediente para a restauração da unidade ilusória de uma coletividade em crise, encontrou confirmação tão patente, tão óbvia, tão universal e simultânea.

Quem quer que não perceba isso, neste momento, está divorciado da sua própria consciência. Tem olhos mas não vê, tem ouvidos mas não ouve.

Mas a própria Igreja, se em vez de denunciar seus atacantes preferir curvar-se ante eles num grotesco ato de contrição, sacrificando pro forma uns quantos padres pedófilos para não ter de enfrentar as forças que os injetaram nela como um vírus, terá feito sua escolha mais desastrosa dos últimos dois milênios.".

Não vou dizer que eu concordo com tudo o que o Olavo de Carvalho pensa (muitíssimo pelo contrário, aliás). Mas o último texto dele sobre o pedregoso tema da pedofilia na Igreja está pra lá de acertado. Quem quiser, ver o conteúdo na íntegra, clique aqui.





EU SOU UMA ANDORINHA.

Tive um professor de Direito Comercial que era alcoólatra. O odor de 51 podia ser sentido a léguas de distância, ele tinha aquele olho parado e aquela voz pastosa típicos de bêbados, and so on. Enfim, nada surpreendente: aquela faculdade nunca primou pela seriedade e o Departamento de Direito Comercial sempre aglomerou a maior concentração de membros do AA.

O que eu quero contar é que, num fatídico dia, esse professor, mais ébrio do que o normal, entrou em sala e começou a discorrer, com a seriedade possível, sobre Fábulas de Esopo. O ponto alto foi a afirmação de que "a andorinha era um bichinho muito safadinho.". Nem preciso dizer que a sala explodiu em gargalhadas descontroladas, ao que ele reagiu neuroticamente, dizendo que aquilo era questão importantíssima e muito pertinente à matéria. Mais uma cena folclórica para a minha coleçãozinha.

Fato é que eu e meu grande amigo taurino adotamos o termo "andorinha" como sinônimo de safardana, ardiloso e conexos. Nós temos o nosso semidialeto e eu não vou contar todas as nossas expressões e piadas particulares porque, primeiro, vou atestar definitivamente a minha insanidade e, segundo, e mais importante, porque esse é a nossa maneira de usar uma linguagem cifrada e poder falar dos nossos assuntos sem ninguém meter o bedelho.

Todo esse intróito só para dizer que eu fui uma andorinha ontem. Muito safadinho, acabei não indo só pra , mas estiquei a noite e cheguei em casa às oito e meia da manhã. Tenho prova amanhã e depois de amanhã. Então, vou tentar-me remendar aqui, porque a vida continua e, parafraseando a Clarice d'O Clone, eu "estou no mundo a serviço e não a passeio.".




<$BlogDateHeaderDate$>


Noites de Chill Inpor: DJ Edu Corelli
Estílo: Soul, Jazz, Lounge
Musicdata: 27/abril
local: Alameda Franca, 1100




A noite de sábado já caiu - esse dia de promessas, de aparições, em que todos os gatos viram pardos. E a quem possa interessar, vou dar uma passadinha no café deles. Tem um chill in gostoso (é o que dizem), e uma amiga minha de muito tempo, com quem não falo há outros muitos tempos, está trabalhando lá. Até queria uma baladinha, mas ainda estou gripado. E tenho (mais?!) duas provas na semana que vem. Cada um com o que pode ter, não?





...




Após uma sucessão de desastres de todas as cores e formas, este vai ser o design desta página por tempo indeterminado. Desculpem, eu queria uma coisa mais legal, mais vibrante, mais a ver comigo, mas não deu. Quando eu julguei ter encontrado um template decente, o título sumiu e o corpo dos posts ficou em total desordem.



<$BlogDateHeaderDate$>


COMERAM O TÍTULO DO MEU BLOG!




Pronto, finalmente mudei os links aí do lado. Como vocês podem ver, adicionei vários itens à minha lista diária de leitura - os que, infelizmente, foram extintos, estão tachados. Sim, integrei o vício de ler blogs à minha vasta lista de hábitos rígidos e cancerianos.

O problema é que A PORRA DO BLOGGER não está atualizando. Me respondam: eles são mesmo uma merda em tempo integral ou isso só acontece quando eu decido usar os préstimos deles? Bom, já está avisado: se algum desastre acontecer no visual já capenga desta página, não é a mim que vocês têm de culpar, crianças.





Em suma, crianças: por que a Globo não se junta a nós, do século XXI?




Vou fazer um comentário sobre O Clone. Um não, vários, pois eu sou compulsivo e facilmente transformo minhas conversinhas triviais em conferências (unilaterais, logicamente). Apesar de todas as inverossimilhanças que contaminam inexoravelmente as produções globais, eu acho muito válida a abordagem sobre as drogas. Eu mesmo já cometi excessos com psicotrópicos e, se passo a imagem de alguém que acha certo que todos vivam em estado de embriaguez e de hedonismo exarcevados, não é essa a intenção. Tive meus flertes problemáticos com drogas, ainda escorrego feio e estou aquém do ideal. Mas acredito piamente que é uma afronta indecente você manipular seu corpo para ter uma sensação inconcebível pelas leis da natureza; continuo achando que isso é, em última instância, fuga covarde (se é que existe outro tipo de escapismo); e não hesito em dizer que atitudes como as minhas denotam falta completa de maturidade.

Bom, o que prevalece é que eu acho muito boa essa iniciativa. E até dou um desconto por eles terem carregado tanto nas tintas: pó vicia, sim, estamos todos fartos de saber, mas ninguém atinge um estágio tão deprimente em um espaço de tempo tão curto. Além do mais, que pó é aquele, hein? Parece que a menina tomou um convitinho pra festa do Alladin (esfrega, esfrega, que ainda sai um gênio). Nem vou falar daquele morro Projac ridículo. Esses exageros, contudo, ainda cumprem uma função louvável: além de alertar pros malefícios, com ilustrações cruéis (na medida em que uma produção daquelas pode agüentar, claro) a novela aterroriza os desavisados. E, infelizmente, nós não funcionamos sob a lógica do diálogo pacífico - ou temos de ser amedrontados até o último fio de nossos cabelos ou, pior, temos de sofrer as conseqüências na pele.

O que me deixou putíssimo ao assistir a um episódio da novela ontem foram outras falhas. A sociologia conquistou, as feministas berraram, o mercado de trabalho absorveu e só a Globo continua vivendo nas épocas chauvinistas de folhetim! Estou ficando completamente insano ou ninguém se deu conta do maniqueísmo babaca que toma conta dessa trama? A Maysa é retratada como a vilã mesquinha e fútil. Pois bem, nem vou dizer que a superficialidade dela mereça um altar. Mas enquanto ela está indo resgatar a filha naquele buraco, enquanto ela se descabela em choro, o que os outros fazem? A Mel caindo pelas tabelas, se matando à vista de todos e aquele pai estúpido dela preocupado com a Capitu? E o avô dela, tão prototipamente afetuoso, se enroscando com a social climber turbinada, se preocupando com aquele clone maldito? Olha, das duas uma: ou eu aprendi tudo errado em casa e com as minhas trombadas ao longo desses vinte e tantos anos, ou a escala de valores dessas criaturas está muitíssimo mal calibrada.

A puta oportunista é santificada; o mimado que não cumpre sua função de pai e de marido é vitimizado; o velho babão em crise de idade de lobo é enaltecido. Perdão para todos, indiscriminadamente, afinal errar é humano, não é mesmo? Não, calma! A moça má que não se deu o direito de viver platonismos e de se desprender da vida terrena merece o fogo do inferno. Quem vive segundo os ditames de sua crença, sendo ela diferente da sua, também merece ser privado de qualquer tênue esperança de felicidade.

Francamente? A isso, prefiro a santarronice reducionista das fábulas de Esopo, muito obrigado. E passar bem.





Só pra constar que eu não fechei a semana de um jeito muito grato.

Acabei de fazer uma prova que dissertava sobre uma matéria que eu pensava conhecer, a julgar pelas aulas que eu passei todas as minhas sagradas sextas assistindo. Mas... choses de la vie, que nem sempre (aliás, quase nunca) é en rose.





Queer que faz jus à sua condição, tem de gostar de Madonna. E eis aqui o resultado do meu teste. Não é, simplesmente, perfeito?

 

Você é uma pessoa sofisticada, provocativa e controladora, mas quando falamos de relacionamentos, as coisas complicam um pouco. Deixar levar-se pela emoção e se entregar, ou fechar-se? Cuidado, como a personagem do vídeo, pode chegar um momento onde você não saberá mais o que fazer e tomar uma atitude extremada. Ninguém consegue fingir poder por tanto tempo


E você, qual personagem de um video da Madonna você é?




<$BlogDateHeaderDate$>


JOYEUX ANNIVERSAIRE

E o meu amigo taurino aniversariou ontem. Meu estado vergonhoso de saúde não permitiu nem que eu publicasse uma mensagenzinha a tempo.

Lá se vão dois patinhos na lagoa! Embora eu saiba que o que você deseja que não são exatamente patinhos e muito menos na lagoa, mil felicidades, querido. Acho que atingimos um ponto em que palavras em excesso já são desnecessárias.

Feliz aniversário!





Momento eu te adoro, sabia? - retificação de última hora

"A você, criança, amiga de longa data e companheira de tantas coisas - uma pena termos-nos visto apenas tão tarde e já tão fora de nossas consciências!"

O adendo ao post da Skol acabou de ser feito, em destaque. Desculpe pelo esquecimento, mon cher ami.





Dor de cabeça pulsante. Calafrios. Febre alta.

Foi assim que eu passei a minha noite e a minha manhã de hoje. E não é em estado de total reestabelecimento que eu estou escrevendo aqui. Os 39,2°C que meu corpo registrados pelo meu corpo me deram uma bad trip tão forte que eu nem vou precisar experimentar LSD na minha vida toda.




<$BlogDateHeaderDate$>


MUNDO PERFEITO

E eu PRECISO informar que o impagável e, claro, perfeito Mundo Perfeito está de URL e de cara novas. What the hell are you waiting for?

Vá lá. A-G-O-R-A!





SICKNESS

Sei que um blog que se preze não vive apenas de testes ou de irritantes "copy and paste" daquelas mensagens que todo mundo que usa Internerd há algum tempo já está farta de conhecer. Também sei que existem algumas pessoas que caem por aqui esperando ver relatos dos meus dias.

Acontece que, além de ter pouco de interessante para contar, crianças, eu estou doente. Enfermo. Debilitado. Com a saúde hipossuficiente. Uma virose que já vinha rondando furtivamente a cidade finalmente se instalou no meu pobre corpo. Parece que eu tomei uma surra, meus olhos estão pesados, meu corpo dói. E eu tenho terapia hoje - aquele sagrado momento semanal em que eu conto os meus segredinhos íntimos. Mas, com toda essa indisposição, nem sei do que vou poder falar. Trocar nomes de remédios? Falar sobre doenças? É, vai ser a conversa de comadre hipocondríaca mais cara da minha existência.




<$BlogDateHeaderDate$>


S K O L B E A T S ! ! !

O antes

Pronto. É madrugada de segunda para terça, quase uma e meia da manhã, e eu já desisti de mexer no Blogger - vou colocar tudo isso no ar amanhã cedinho. A prova na noite de quinta-feira (18 de abril) foi, felizmente, facílima; definitivamente, eu nem precisava ter estudado tanto para ela. E os dias que seguiram esses últimos escritos passaram tão rápido que eu nem pude-me dar conta. Mas, vamos devagar. Vou tentar não seguir a minha tradição de narrativa prolixa e contar tudo bem direitinho.

Ainda na quinta, antes do exame psicotécnico alcunhado de “avaliação bimestral”, eu fui comprar os ingressos para a Skol Beats. Meu grande amigo taurino, percebendo que seria um evento imperdível, também resolveu-se juntar a mim e lá fomos nós à Pizza Hut do Shopping Paulista à caça dos benditos papeizinhos. E, surpresa: ingressos esgotados! E sem previsão de chegada. Desespero, arrependimento por, de novo, ter deixado tudo para a última hora, pronto para ouvir e enfrentar o momento ”I told you that” da minha irmã, zarpei para o Shopping Anália Franco, já tendo aniquilado mais uma batelada de aulas vespertinas. Dia quente, ar-condicionado do carro quebrado, cruzadas pela cidade, fila na Riachuelo, já prenunciando que eu compartilharia meu espaço com hordas de pessoas de todos os gêneros e, at last, ingressos na mão. Cansaço, a tal prova fácil e fim do dia.

Dediquei a sexta-feira inteira a mais preparativos para a Grande Festa (que, sim, merece letras maiúsculas) Fui ao cursinho, para compensar a culpa de ter faltado por motivo tão fútil e torpe no dia anterior, cortei o cabelo, enfrentei o trânsito costumeiramente infernal de sexta-feira, realizei as demais transações “comerciais” (entre parênteses, pois objeto ilícito não configura negócio jurídico – aprendam mais essa, crianças). Suado, cansado, faço rápida pausa estratégica em casa. O que era pra demorar quinze minutinhos terminou por levar quase uma hora. O meu priminho, totalmente diferente de mim em todos os aspectos imagináveis, chega aos prantos aqui, porque caiu no conto do vigário de que ia ganhar um free, esperou até a véspera da festa para efetivamente perceber que tinha sido ludibriado e dar de cara com um retumbante sold out. E lá vou eu, em busca de contatos para descolar um ingresso pra ele o que, por pura graça de Deus, consegui. Finalmente, vôo pro Ritz concluir a aquisição dos armamentos para a grande guerra do dia seguinte. Pronto, eu consegui cumprir toda a minha listinha de afazeres! Como ninguém é de ferro, tive o meu momento beeshah televisiva-viciada-em-seriados descontrol, assisti a Queer As Folk e capotei.

O dia – levantando vôo

Acordei relativamente cedo no sábado, para me esbaldar no logradouro que abriga o maior foco do comércio informal da minha adorada hometown: Rua Vinte e Cinco de Março. Ou, para quem quiser dourar a pílula e atribuir ares nobres e galicistas a essa representante legítima do popularesco, a Vingt-Cinq. Num delicioso retorno à minha infância, brinquei com os inúmeros apetrechos esquisitíssimos vendidos lá e, por um preço risível e irrisório, saímos, eu e meu grande amigo taurino, carregados de óculos de sol, barras de Torrone e apitos multicoloridos.

Viemos para a minha casa e encontramos minha irmã e sua amiga em total polvorosa. Vários telefones já começam a berrar (afinal, eram quatro pessoas vítimas do escravismo do aparelho celular), com ligações de muitas, mas muitas pessoas rumando ao mesmo destino de perdição. E, daí pra frente, só posso classificar os ocorridos como baderna, zona, banzé, rififi, bagunça, pandemônio e todos os muitos outros sinônimos que nossa rica língua nos oferece.

Apartamento do meu grande amigo nos Jardins. Preparativos finais para a festa (é, mais deles!). Neurose com a revista policial. Pausa necessária no Mc Donald’s. Trânsito infernal, absurdo, insuportável. Paramos no Shopping Interlagos, com medo de não conseguir vaga no autódromo. E pegamos o ônibus fretado e dividimos espaço com teenagers deslumbrados, universitários interioranos novatos, cybermanos e toda uma fauna escabrosamente discrepante de nós. E mais trânsito. E fila, que fila, meu Senhor! Uma infinidade desordenada, a perder de vista, de roupas, cabelos, caras e bocas de todos os estilos e cores. Essa multidão desanimadora, acrescentada com a certeza de que eu já tinha perdido Kosheen e Groove Armada, os grandes queridinhos do super-evento, começou a minar qualquer disposição e humor que eu ainda podia guardar.

A festa

Foram cinco horas de martírio para, finalmente, entrar na festa. Eu já estava de pé desde as 10 da manhã, tinha amargado duas horas de trânsito, uma hora e meia na fila (tive de pagar R$0,50 para fazer xixi num banheiro imundo!), mais alguns bons minutos esperando o ônibus-caravaba lotar. Mas, assim que eu pisei naquele gramado e que eu vi aquelas tendas e aquela circulação fervilhante de seres, tive a plena certeza de que todo o esforço tinha valido a pena. Pode ser um pouco decepcionante falar isso, mas eu não tenho palavras para descrever. Tudo estava sublime, solar, etéreo, pulsante. Qualquer tentativa minha de expressar a grandeza do que eu vi, escutei e senti será irremediavelmente incompleta. Toda aquela babel de pessoas, tão diferentes e até, à primeira vista, tão conflitantes, juntava-se numa coexistência harmoniosa e multifacetada. Barbies, patricinhas e maurícios, posers, provincianos, clubbers endinheirados e da periferia, enfim pessoas que freqüentam e vêm de tantos lugares diferentes esbarravam-se, dançavam juntos, sorriam, pulavam. Claro que havia aquele leve sectarismo, havia concentrações nítidas de grupos específicos; afinal, a música eletrônica tem muitas vertentes, cada uma com um público cativo muito peculiar. Mas, a toda hora, era inevitável que essas pessoas se encontrassem, formando um caleidoscópio humano que daria um bom estudo para qualquer antropólogo em potencial. E ver aquele burburinho me deu uma sensação, já me desculpando por ser tão prosaico, muito boa.

Foi nesse espírito animadíssimo que eu tomei meu primeiro E!, um tulipa duplo divino. E que, gradualmente, fui-me entrosando com aquele ambiente, que a música foi entrando pela minha veia e se espalhando pelo meu corpo. E que trance fez todo o sentido pra mim, me deixando literalmente em transe, como se eu fosse apenas uma centelha de uma completude una, um átomo de uma verdade muito maior.

Não vou-me deter a uma análise técnica do som, há pessoas muito mais especializadas do que eu nesse quesito; meus conhecimentos de vida noturna, contudo, me autorizam a atestar a altíssima qualidade de tudo o que eu pude ouvir.

Tenda GateCrasher: Deep Dish, John “OO” Fleming, Santiago – vocês são, certamente, grandes papas, magos dos nossos tempos, que dão aleluias às dores contemporâneas. Obrigado, obrigado, obrigado!

Outdoor Stage: dia amanhecendo, a imensidão do autódromo, cheiro de grama molhada, roupa enlameada, uma rave em plena selva de pedra. Technasia arrasou, me proporcionando uma viagem absurda, em que eu, pela primeira vez, me senti flutuando e “codificando” mensagens cifradas naquelas batidas. Mau Mau energizou a pista com beats pra lá de poderosos, provocando mais chacoalhões de braços, gritinhos e palminhas. Mas, a essa hora, meu corpo já não agüentava mais. E fui-me retirando, com a sensação de dever cumprido, integrando a massa de zumbis e aprendendo que o hype é saber a hora de sair de cena.

Estou parecendo totalmente lisérgico, eu sei. Mas só quem foi sabe do que eu estou falando e pode endossar integralmente tudo o que eu falei. E aos que perderam, só posso lamentar. Pois afirmo, sem medo, que essa festa representou muito bem o nosso zeitgeist (eu adoro essa expressão, que significa, literalmente, “espírito do tempo”). Foi um evento emblemático de uma geração urbana, antenada em música eletrônica, em balas; de uma geração composta pessoas que saem de óculos escuros pelo puro prazer de dançar e que não está interessada em qualquer outra coisa além de diversão. Podem ser valores pouco louváveis, já que não se relacionam a questões tidas como de maior importância, como política, realidade social e todos esses assuntos rotulados com a etiqueta da seriedade. Mas, inegavelmente, essa combinação louca é uma tradução, ainda que muito parcial, de uma faceta dos nossos tempos. E, de novo, paro por aqui, não querendo-me estender no assunto, pois há e haverá sociológos muito mais qualificados do que eu para fornecer uma explicação certamente muitíssimo mais acurada do que a minha.

É isso, crianças: foi ótimo. Foi demais. Foi excepcional. Foi orgasmático. Nada é perfeito, o ditado é manjado, e, por isso, totalmente verdadeiro. Como não podia deixar de ser, tive alguns poréns: a organização deixou a desejar em inúmeros aspectos (o trânsito estava indecente, acabou a água no meio da festa, as filas eram escassas e longas); minha irmã terminou por se desentender com uma amiga; eu não pude encontrar uma série de pessoas com quem eu quis compartilhar toda a minha alegria; tive uma discussão exaltada com os taxistas que queriam cobrar a corrida a um preço fechado e aviltante; e, por fim, perdi a chave do meu carro no meio daquela balbúrdia e, por isso, acabei chegando pregado ao meio-dia em casa. Mas, no cômputo geral, o saldo foi positivo. E, ano que vem, estou lá, de novo.

Momento ”eu te adoro, sabia?”

Primeiro, não posso deixar de mencionar o encontro inesperado com vários membros de nossa comunidade blogueira: Ryan, Matt, Carpe Diem e Beto. Tanto àqueles que eu já conhecia pessoalmente, por diversas circunstâncias e coincidências da vida, quanto aos que eu ainda não conhecia in persona, mas de quem eu já me sentia tão íntimo, só digo, singelamente: adorei tê-los visto.

Pena mesmo foi não ter encontrado meu caríssimo Smile Amarelo, que suplantou o medo (!) que sente de mim e até me ligou quando eu estava preso no engarrafamento da Interlagos. Espero mesmo vê-lo em breve. Você é uma das provas de que afinidades e o gostar são inexplicáveis e brotam, muitas vezes, de fatores que fogem à lógica. Pena também não ter encontrado com o , com quem eu vinha trocando mais idéias ultimamente e eu tive muita vontade de conhecer! Fica pra próxima!

E, mais ainda, tenho a obrigação de agradecer a duas pessoas sem as quais, certamente, eu não teria tido tamanho prazer e que mostraram seu papel fundamental na minha vida. Little Sis e Taurino, je vous aime. A meu amiguinho que aniversariou em plena Skol, muito embora você não seja leitor das minhas insanidades, só desejo tudo aquilo que você merece. E digo que estou morrendo de inveja da “sua festa”! A você, criança, amiga de longa data e companheira de tantas coisas - uma pena termos-nos visto apenas tão tarde e já tão fora de nossas consciências! E a muitos outros, que sabem que têm um lugar pessoal e intransferível no meu coração, mais “obrigadíssimos!”





SEXTA-FEIRA SINISTRA E DOIDA – 12 / 04 / 2002

Não foi possível acordar em tempo hábil para ir ao cursinho: após ter dormido apenas três horas em dois dias, meu corpo se ressentiu dos abusos infligidos e exigiu a reposição que eu lhe devia. Terminadas as duas aulas da faculdade, meu celular já começa a tocar, me oferecendo uma série de oportunidades de exercício de vida social. Minhas amigas lesbian chic me convidando para ir ao Bar da Grá; o já mencionado taurino querendo ir ao cinema; e, por fim, meu outro amigo, pisciano e vizinho de bairro, com vontade de, em princípio fazer algo light.

Parênteses agora para questão de identidade desses entes que compartilham dos meus dias. Já expliquei, há muito tempo, que não posso publicar os nomes das pessoas envolvidas aqui. A mais óbvia razão para isso é que muitas das atividades e acontecimentos aqui narrados estão longe de ser louváveis e essas pessoas poderiam ter o bom andar de suas vidas seriamente prejudicado se eu começasse a expor seus nomes neste blog. Além disso, invasão de intimidade e de privacidade são afrontas seríssimas à nossa Constituição e, após anos na faculdade recebendo exemplos ilustrativos a respeito do tema e após ter passado por uma experiência desagradável em relação a isso, eu positivamente, eu não estou afim de ser processado criminalmente e passar dias como visitante forçado do nosso maravilhoso sistema penitenciário.

Para minimizar a confusão gerada pela existência desse sem fim de pessoas participantes da minha vida, tentei alguns artifícios. Apelei anteriormente para iniciais esdrúxulas, mas percebi que isso, como quase tudo que eu faço, era meio confuso. Então, de agora em diante, vou, experimentalmente, identificar meus amigos pelos seus respectivos signos, já que, como toda beeshah que se preze, eu adoro Astrologia e acredito que nossa personalidade é muitíssimo condicionada à data, ao local e ao horário em que nascemos. Mas já fugi demais do assunto. Basicamente, tem o meu grande amigo taurino, a quem já inclusive dirigi um post recentemente. Tem, ainda, esse meu outro amigo pisciano, que mora aqui do lado de casa, estudou na mesma faculdade que a minha e tem também muitas coisinhas em comum comigo. Aos outros, vou-me referindo com o tempo, porque, pelo que vejo, linearidade não está sendo meu forte hoje.

Feito o adendo, vamos aos fatos. Depois dos telefonemas, voltei para casa, pedi uma pizza e estava pronto para fazer algo bem tranqüilo, para voltar para casa em horário decente e para, sobretudo, poupar meus parcos reais e minha cambaleante saúde para a desejadíssima Skol Beats. E meu vizinho pisciano veio aqui em casa, com seu carro, para irmos dar uma volta. Bom, pelo título do post, e pelo que eu já demonstrei da minha personalidade impulsiva e inconseqüente até agora, nem preciso dizer que a única coisa light que teve no meu programa foi a água necessária para acalmar a desidratação de sempre.

1) Ritz – duas doses de Smirnoff, encontro com meu amigo pequenino e leonino, já convenientemente munido da companheira Keyla. Conversinhas preliminares, banais e abordagem inusitada pelos promoters da nova casa GLS de Sampa, a Fiction, com direito a uma chamativa (não sei se no bom sentido) van.

2) UltraLounge - amigas lesbian chic com meu E! entertainment. Ele e mais outro amigo com Keyla. Suadouro, viagem, social. Bebedeira do meu amigo pisciano, que estava longe da balada há tempos por conta do namoro; que estava em vias de repensar esse namoro, o que se fortaleceu com uma briguinha telefônica iniciada no Ritz; que, por conta do álcool e da discussão, se excedeu e fez algumas besteirinhas; e que, por tudo isso, ainda exigiu que fôssemos aqui.

3) Trajeto UltraLounge - A Lôca. Este foi o ponto crítico da noite. Meu dileto amigo, no estacionamento, tem uma crise de Madalena arrependida e, contrariando todas as regras de bom senso, resolve ligar, altamente alcoolizado, para o namorado. Com o Johnnie Walker no corpo, começa a expelir uma série de impropérios, de cobranças, tudo isso salpicado de muito choro. Deprimente, enervante, quebra total de colocón. Crianças, essas cenas certamente vão para a minha vasta listinha das mais escabrosas. Fui obrigado assumir o papel de mediador e de idiche mamma dos pobres rapazes, o que incluiu ter de arrancar à força o celular da criança, conversar com o ser no outro lado da linha, acalmar seus ânimos e segurar o volante para evitar uma colisão. Seguidamente, ainda tive de fazer o tortinho prometer que não ia dar escândalo e nem abrir o berreiro dentro da boate.

4)A Lôca - A este momento, já tinha recobrado toda a minha sobriedade. Nunca vi aquele lugar tão cheio em toda a minha vida. DJ importado, pessoas de todas as castas e orientações sexuais imagináveis, ambiente pulsante. E lá se foram todos os meus planos de economia monetária. Vodkas, outro E!ntertainment, e até uma inesperada aparição da minha amiga Keyla.

5) Chez moi - Essa noite (?) insana teve fim às nove e meia da manhã, na minha casa. Tive de inventar uma desculpa esfarrapadíssima para a hora em que cheguei. Pior, gastei todo o dinheiro que eu tinha, inclusive o que o meu pai tinha-me dado para comprar a frente do rádio que me foi roubada em plena Av. Paulista há mais ou menos um mês atrás. Needless to say que eu ainda estou me sentindo arrependido e a piada de que eu sou a Mel em versão paulistana e oriental está tomando um sentido bem amarguinho pra mim.

Isso tudo foi escrito na segunda-feira (14 de abril) e eu ainda não tinha tido tempo de terminar o post. O final de semana transcorreu normalmente, dentro dos limites comportados por uma ressaca. Já é madrugada de quinta-feira e a semana já passou voando: eu tenho uma prova horrorosa hoje à noite e meu espírito irremediavelmente procrastinator me leva a enfrentar uma maratona de preparativos pra Skol Beats.

Listinha de afazeres:

1) Comprar o ingresso;
2) Pegar os entretenimentos da festa;
3) Cortar o cabelo;
4) Fazer a prova.

Claro, é pouco, é praticamente nada se comparado com a fome do mundo, com a desigualdade social que assola o mundo, blablabla. Mas razões pra reclamar nunca faltam. Queria falar mais, mas preciso dormir agora. E ela, a tão aguardada, está chegando...!





E ela, a famigerada, a aguardada, a sonhada, a idealizada Skol Beats já foi. Tenho muitas coisas pra contar.

Ainda estou em dívida com estes meus relatos egocêntricos. Mas, certas coisas não mudam: a Lei de Murphy continua ocupando alto posto de regência na minha vida e, justo hoje, quando estou com vários posts atrasados para publicar, esta porra está intratável.

Então, vamos combinar como antes: depois, mas prometo que vai ser um "depois" bem próximo, eu conto tudo!




<$BlogDateHeaderDate$>


Podemos fazer assim: eu conto tudo depois, ok?

Então, tá.






My Starsign Is...



This quiz was created by Daenara. Take it here!





Só tirando a prova dos nove: eu REALMENTE sou um canceriano típico!




<$BlogDateHeaderDate$>



You try your best to fit in with everyone, and to have them all like you. You still don't think you're good enough, as you're only the lite version. Try being yourself.

Find out what cigarette you are. Take the Cigarette Test byGirlwithagun




O dia não está prometendo - após virar vinte e cinco horas sem dormir, acabei tendo dificuldades seríssimas pra levantar hoje. Resultado: o curso não me viu e estou enrolando pra ir à faculdade em breve...



<$BlogDateHeaderDate$>


GAY OR STRAIGHT?

Teste roubado daqui. Não, não é mais um daqueles que se propõem a desvendar aspectos nefastos da sua personalidade. São apresentadas fotos de diversas criaturas e a missão é descobrir qual delas é hetero e qual delas é queer.

Meu gaydar, após anos de constante apuração, não decepcionou. Acertei doze, no total de dezesseis.

Para fazer o teste, clique aqui.





ENQUETE

Leitores, preciso da participação de vocês - estou abrindo uma brevíssima exceção ao meu autocentrismo desmedido e pedir a opinião sincera destes que, porventura, leiam estes resmungos.

Meu grande amigo, homenageado há pouco, me alcunhou de "poetisa doméstica", de "dona-de-casa escritora" e outras expressões da mesma natureza. Vocês concordam? Por favor, digam-me, escrevam-me se as afirmações procedem. E satisfaçam a curiosidade deste nativo de caranguejo tão inseguro. Os remetentes das mensagens mais criativas serão premiados (ou sancionadas?) com a publicação de seus dizeres, devidamente creditadas, aqui.

Desncessário dizer que você, criança autora das declarações citadas, não está, em absoluto, convidado a opinar.





WHERE IS THE WALLET?

Esta é uma dedicatória a um grande amigo, a próprio pedido deste. Companheiro de bebedeiras e de outros porres, e parceiro de algumas ideologias - afinal, o consenso total entre pessoas é sem-graça, só sendo de serventia para cérebros preguiçosos que jamais experimentaram a ousadia deliciosa de réplicas e tréplicas se ricocheteando por horas a fio.

A este meu amigo taurino, materalista e partidário ferrenho da reificação, a este Paulo Honório citadino do século XXI, minhas sinceras condolências pela perda de tão precioso bem: o seu estimado porta moedas. Importante componente de seu patrimônio que lhe acompanhou desde o início do Plano Real e que, de tão importante, praticamente tornou-se parte integrante do seu próprio ser (a aliteração é proposital). Embora o meu apego a bens terrenos não chegue a tal ponto, me esforço para compreender e partilhar da sua dor.





AN UNUSUAL DAY! AT LAST!

"(...) Mesmo as vozes mais favoráveis à desestatização não hesitam em admitir que a lex mercatoria, tal como concebida e idealizada, ainda esbarra em uma série de óbices. (...)".

Este é um trecho da minha resposta - com pouquíssimas alterações, se estas existirem - a uma das questões daquela avaliação já citada. Acho que esta singela citação é mais-que suficiente para justificar o meu imenso desafeto pela minha vida acadêmica, já exaustivamente esmiuçado por aqui. E foi nesse espírito de desânimo que deixei a sala, já nem me importando com o meu resultado na prova; afinal, depois de mais de quatro anos convivendo com critérios esdrúxulos de atribuição de nota e com outras baboseiras de mesma monta, nem a fúria e a revolta sentem-se dispostas a se instalar em mim. Resignação e indiferença é o que me restaram.

Já estava conformado em passar mais um dos meus dias vivendo o trinômio salas de aula, estacionamento e trânsito, quando meu amigo acena com uma possibilidade tentadora: beber cerveja. Pelo simples ato de beber e se embriagar em plena manhã. O resultado: quatro latas esvaziadas em quinze minutos no café onde, até então, a minha imagem era razoavelmente inabalável. Mais? Besteiras faladas, risos altos, uma aula perdida, trajeto Centro - Jardins feito ao som do mais puro e ensandecedor trance.

Cafés e cigarros. Recomposição física. Aulas suportáveis (!) no cursinho. Faculdade again. E: mais uma aula perdida! Uma substituta horrorosa que não conseguia falar "inconstitucional" sem se atrapalhar. Reencontro com velho amigo. Fofocas. Volta pra casa flutuando, leve, com um único pensamento reiteradamente zunindo na cabeça: rotina É uma merda.




<$BlogDateHeaderDate$>


Felicidade de pobre dura pouco, shit happens, etc, etc, etc. Acabo de olhar pra escrivaninha e ver um calhamaço de textos xerocados. E acabo, também, de me lembrar que tenho prova na quinta-feira às oito e quinze. Da manhã. Prova da matéria daquele mesmo infeliz brega-chato-nerd-frustrado. Com aquele mesmíssimo texto em inglês e ilegível que eu não li, razão da antipatia do digníssimo pós-graduando capacho por mim.

Tchau, estômago, tchau pulmão. Bonjour tristesse. E olheiras.





Sei que fome e sono, quando não satisfeitos integral ou parcialmente, causam danos no rendimento de todos. Mas eu sou um caso especial (a-há, nós sempre pensamos que somos, não?!). Fato é que eu realmente fico intratável, aéreo e disperso quando minhas necessidades de sono ou fome não são supridas adequadamente. Agora, vocês já acompanham o meu drama de insone, com direito aos produtos deste meu novo distúrbio - vide os versinhos esboçados nessa última madrugada que, num ímpeto, decidi colocar aqui.

Bom, hoje eu acordei atrasadíssimo para o curso, assisti apenas a três aulas e depois zarpei pra faculdade. Estava no meio da pior aula de toda a minha grade quando o meu celular providencialmente toca. Preciso abrir parênteses em relação a isto. É uma sessão de tortura em forma de três aulas, com um estratégico intervalo no meio, porque, se ele não existisse, acabaria a graça do sadismo, pois certamente cairiam vários mortos na faculdade. O professor é (mais) um daqueles velhos que cultivam uma barriga e uma calvície aviltantes, faz pausa entre quatro palavras e, para meu desespero maior, fuma em aula. A exposição é maçante - fiquei semanas "aprendendo" história da moeda. Partindo do fato que eu estou sempre a reclamar da qualidade do ensino naquele cemitério-faculdade, é imaginável o inferno que é essa aí. Bom, digressões à parte, adendo feito, lá estava eu, ou melhor, meu corpo, no meio de uma "explicação" sobre taxa de câmbio quando meu celular toca e meu amigo já começa a falar da Skol Beats.

E engatamos um papo animadíssimo sobre os nossos "instrumentos de diversão", indispensáveis a este evento. Conversamos sobre os DJ's, vertentes da música eletrônica, vida alheia. Em sua: tricotamos por uns bons vinte minutos. E, quando dou por mim, perdi a
última aula da série de três que compõem o martírio já falado.

Meu humor está normalíssimo hoje - não quis, com vontade realmente visceral e a sério, exterminar alguém na rua; o trânsito nem me abalou profundamente; e, embora eu esteja com o sono desregulado, nem estou-me sentindo tão mal. Voltando no carro e pensando no por quê dessa relativa calmaria (digo relativa, pois sou uma pessoa essencialmente neurótica), percebi que esta foi a PRIMEIRA terça-feira, DO ANO, em que eu me permiti não esquentar o assento da sala de aula durante aquele blablabla todo. É, acho que preciso assistir a menos aulas. Cabular (de vez em quando, claro) deveria tornar-se lei, com chancela do Ministério da Saúde. Com mais ênfase às aulas orgasmáticas das ciências jurídicas.




<$BlogDateHeaderDate$>


Resultado direto da minha insônia é o post que se passou.




ARREMEDO DE POEMA

Se penso, não verbalizo
Se falo, não escrevo
Se coloco no papel, guardo
Se mostro, desminto
Me censuro, me desculpo, me escondo, me acovardo
Não vivo.

09/04/02 – 02:32





Crianças, estou com um sério distúrbio: tenho levado eras pra pregar o olho (não culpem as drogas, isso já vinha acontecendo antes); e, quando finalmente consigo dormir, tenho de fazer um esforço monumental pra acordar.

Alguém tem Lexotan ou equivalentes aí?

Thanks in advance.




<$BlogDateHeaderDate$>


DROPS FROM THE LAST DAYS

Pronto, decidi voltar aqui pra escrever os meus diazinhos. Ou melhor, vou dar mesmo o resumo da semana que se passou, porque isso me ajuda a parar pra pensar melhor a quantas eu tenho levado minha vida. Por isso, penso que, agora, vou deixar de lado um pouquinho aquele espírito lacônico que tem-me guiado ultimamente. Pois é. Estou aqui, com essa vontade de digitar loucamente, sem pensar muito entre as palavras. E eis que, quando retomo meu espírito tagarela, o que eles fazem? Sim, de novo! Isto aqui está mais lento do que carro 1.0 lotado de gente e de bagagem subindo a ladeira Ministro Rocha Azevedo. Se eu tivesse tempo, paciência e sabedoria, juro que iniciaria uma campanha ferrenha contra o Blogger (nem vou colocar link!), com direito a muitos banners. Se bem que acho que muitas pessoas já tiveram essa idéia.

Aos fatos, agora. A segunda já está praticamente exterminada, me trazendo todas as obrigações de sempre: aulas, aulas, aulas. Eu geralmente odeio este dia, como já bem expliquei anteriormente, mas, desta vez, não posso negar que estou sentindo um certo alívio de uma nova semana estar começando, já que a minha passada foi simplesmente infernal. Novamente, precisamente quarta-feira, me vi às voltas com os meus dramas familiares, o que resultou num acesso de choro, raiva e troca de impropérios - enfim, naquelas cenas já mais-que conhecidas e igualmente mais-que degastantes. Resultado? Não dormi naquela noite, tive uma apresentação tenebrosa de seminário na quinta-feira. O monitor, rapazola comunistinha e cafona (positivamente, não posso levar a sério uma pessoa que se apresenta com botas Caterpillar surradas), provando mais uma vez a falta de limites da idiotice humana, me reprova publicamente (quer dizer, perante a meia dúzia de gatos pingados que compactuam com aquele arremedo de aula). A razão? O "escandaloso" fato de eu não ter lido mais um texto masturbatório mental em inglês e ilegível. Então, tá. Se eu fosse ainda um calourinho que se sente intimidado por um esqueleto coberto por terno e gravata, até teria-me apavorado. Mas, depois de mais de quatro anos convivendo com este sub-espécime de réptil, não me dei ao trabalho de mexer um fio da minha sobrancelha - uma expressão de fazer inveja a qualquer fabricante de colágeno, Botox e congêneres.

Não preciso dizer que eu estava em pura ebulição na sexta-feira. Terminada mais uma aula horrenda, me enfurnei na cervejada da faculdade (!), prossegui bebendo e terminei minha noite na UltraLounge, com direto à já consagrada prorrogação n'A Lôca. Nove e meia da manhã, contabilizo vários reais a menos no meu já orçamento escasso, mais vários papéis de telefones de pessoas cuja expressão eu não tenho a mais pálida e vaga idéia. Tirando as cenas surreais: ganhar um E de um recém-conhecido, transportar uma mulher doida no meu carro que parecia uma Sailor Moon ocidentalizada, bater altos papos com a chapeleira maluca da UltraLounge. Aos olhinhos mais puristas, isso tudop ode parecer grotesco, autodestrutivo e o escambal. Mas quer saber?! Sem retoques e sem maiores explicações? Eu a-d-o-r-e-i. São situações como essa que dão sentido à expressão "desopilar o fígado". E que dão real significado àquele conselho que li uma vez, mais ou menos assim: "sabe aqueles dias em que parece haver uma nuvenzinha sobre a sua cabeça? Erga a coluna e saia andando. Não me pergunte o por quê. Apenas faça.".

E eu o fiz. E, embora os cursos ainda estejam aí, embora eu tenha quebrado o pau no estacionamento hoje porque eles não me deram o boleto de cobrança em tempo hábil e ainda tenham tido o displante de querer cobrar multa e embora ainda persistam muitos outros "emboras", eu estou de pé. E, creiam-me, nesses tempos, isso tem sido uma dádiva. Quando é a Skol Beats, mesmo? I can hardly wait!.




<$BlogDateHeaderDate$>


Teste



<$BlogDateHeaderDate$>


Só pra retificar: por ora, não quero falar, ok? Quem sabe, meu comportamento imprevisível e oscilante faça com que eu mude de idéia.




Este post era pra ter sido enviado simultaneamente com o anterior, mas essa porra estava insuportável... Aqui vai. Novidades deste drama que é minha vida, apenas mais tarde. Minhas estatísticas de ontem e hoje foram ainda piores que as mostradas ultimamente.

ELES.

Não bastasse o meu humor, que anda em níveis abissais ultimamente, mais essa agora: esses fofíssimos não conectam. Tenho posts a mandar, resmungos a vomitar e tenho de fazer isso com celeridade!

Bom, como eu li em algum lugar aí, o remédio pra isso é “escrever no Word, salvar, copiar e colar no Blogger"."

Chega de ficar neste micro. Vou fumar, vou tentar dormir. Eu preciso fazer isso. Quase uma da manhã, eu tenho de preparar um seminário horrendo para a quinta-feira. E acordei muito cedo hoje, contra a minha vontade. Não, eu não pretendo nem contar aos poucos.

Bons sonhos.





Stats of the day

9 aulas, sendo 4 no cursinho e 5 na faculdade;

450 minutos, ou 7,5 de aulas no total;

3 salas diferentes - 1 no cursinho, lotada de gente, de bolsas no corredor e 2 na faculdade, insuportavelmente quentes;

2 estacionamentos diferentes, que custam uma fortuna por mês e tem um número de clientes a perder de vista, me obrigando a esperar horas;

30 cigarros fumados. Sim, um maço e meio de Marlboro.

Dados impassíveis de quantificação, mas de valores incalculavelmente altíssimos:

Meu sono, minha impaciência e minha vontade de gritar.




<$BlogDateHeaderDate$>


Stats of the day

9 aulas, sendo 4 no cursinho e 5 na faculdade;

450 minutos, ou 7,5 de aulas no total;

3 salas diferentes - 1 no cursinho, lotada de gente, de bolsas no corredor e 2 na faculdade, insuportavelmente quentes;

2 estacionamentos diferentes, que custam uma fortuna por mês e tem uma número de clientes a perder de vista, me obrigando a esperar horas;

30 cigarros fumados. Sim, um maço e meio de Marlboro.

Dados impassíveis de quantificação, mas de valores incalculavelmente altíssimos:

Meu sono, minha impaciência e minha vontade de gritar.




<$BlogDateHeaderDate$>


Resumo da Ópera

Gastei uma porção de letras, palavras, parágrafos e Kb para, simplesmente, dizer que estou:

a) Infeliz com minha vida acadêmica e (não) profissional;

b) Infeliz com a minha (não) vida amorosa;

c) Infeliz comigo mesmo.

Sintetizando ainda mais, massacrei meus dedos só pra dizer que...: ESTOU INFELIZ. É, pragmatismo não é meu forte. Definitivamente não.





Não estou com especial talento pra eloqüência hoje. Aliás, pelo que percebo, essa minha verborragia está paulatinamente desaparecendo daqui. Eu poderia até culpar o dia-a-dia, cheio de aulas entremeadas por minutos agonizantes no meu carro, agora sem ar-condicionado - rotina que, teoricamente, me extenuaria, esvaziaria meu cérebro e me deixaria incapaz de pensar muito. Mas essa não é uma escusa adequada - a pressão, salvo quando já estamos mortos em todos os sentidos, não cala nossos gritos, não abranda nossa inquietude; pelo contrário, nos provoca à explosão com mais facilidade.

A insatisfação, companheira constante do ser humano, tem passado mais horas comigo do que o aceitável. Aliás, eu diria que, no momento, ela é minha parceira em tempo integral. Não gosto do que eu faço e estou-me forçando a uma overdose de "saber jurídico" - em média, oito horas por dia ouvindo (e anotando) números de artigos, orientações jurisprudenciais e coisinhas do gênero. E faço isso não só para agradar ao meu pai, que tanto sonha em ter um filho promotor e, mas sobretudo convencer a mim mesmo, de uma vez por todas, que eu jamais agüentarei viver imerso em leis, decretos, súmulas, etc, etc, etc... E também me forço direto a me conformar que este é o último ano, que depois eu não terei mais de viver em meio a meninos de terno Colombo suados e menininhas de tailleur by Lojas Marisa. Que este será o último ano em que terei de ver sentados à minha frente homens velhos, ricos, infelizes e de voz monocórdia. Só que esse restinho do remédio amargo que eu venho-me forçando a tomar há anos está sendo dificílimo de engolir. Já tentei ajudar essa mistura indigesta com vodka, Marlboro e muitas outras substâncias não recomendadas pra menores, mas isso, como já é de conhecimento geral, serviu apenas para toldar ainda mais os meus olhos com a névoa da incerteza.

Não me vejo, positivamente, enfurnado num escritório com um bando de gente totalmente não descolada, que não compartilha dos meus gostos, tendo de fingir algo que eu não sou e sujeito a ser mandado pro olho da rua a qualquer minuto por "não me conformar ao perfil desejado pela empresa". E não me venham com esse papo de que preconceito está totalmente out, que o respeito à individualidade prepondera sobre aspectos íntimos de sua vida pessoal. Isso pode até se aplicar a outros campos profissionais, mas, no maravilhoso e apartado mundo do direito, isso não procede.

Muito menos me imagino exercendo qualquer cargo público, vivendo anos numa comarca minúscula perdida em qualquer ponto ignorado do mapa da nossa extensa terra brasileira e, pior, impossibilitado de pisar numa boate ou de viver qualquer outro aspecto mais festivo da minha vida queer.

Vocês poderiam rebater às minhas afirmações, me perguntando porque eu não desisti de tudo antes e, devo admitir, foi por covardia e comodismo. Em suas formas mais puras. Medo e preguiça de encarar um novo vestibular, de começar do zero, de admitir que eu cometi um erro crasso de escolha. Mais, ainda, a falsa perspectiva muito bem alimentada por inúmeras pessoas ao meu redor de que essa desilusão é apenas incial e que faz parte de qualquer curso universitário e que, com o tempo, eu me apaixonaria pela carreira. Bom, estou aguardando a vinda desse fato há milênios - vejo pessoas que começaram o curso comigo igualmente desestimuladas mas que, agora, já estão com seus respectivos estágios e pesquisas acadêmicas em pleno andamento.

E eu estou aqui, reclamando, não ganhando dinheiro algum, porque eu passo o dia inteiro assistindo a aulas e nem podendo mais sair tanto pra me distrair quanto antes, porque eu dependo do meu pai pra comprar um simples isqueiro. Ah, e, claro, não vou nem mencionar a vida amorosa, que, simplesmente tornou-se inexistente, nula. E o fato de que, com toda essa insatisfação acrescida de uma vida desregrada (nem sei mais qual delas é a causa e qual é o efeito, mas, nevermind), eu olho no espelho e vejo um monstro, com a pele sem viço, olheiras e uma compleixão física timidamente anoréxica.

É, eu disse que nem ia falar muito. Comme d'habitude, conferenciei. Quem sabe, isso não alivie e não me ajude a fortalecer o pensamento de que é apenas uma fase passageira. E que, para o bem de papai e de todos, a minha vida vai entrar nos trilhos e daqui a alguns anos, vou olhar pra isto tudo como uma grandessíssima bobajada. E, para quebrar a solenidade e citando Pet Shop Boys, vou poder pensar comigo mesmo: "I never dreamt that I would get to be / The creature that I always meant to be.".





APRIL FOOL'S DAY

Dia da mentira! Como se nós precisássemos estabelecer um dia específico pra homenagear essa presença tão querida em nossas vidas!