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Sábado, Agosto 31, 2002
 
Is there anybody out there...?



Sexta-feira, Agosto 30, 2002
 
Ah, sim, e depois disso, ainda teve os discursos dos alunos candidatos a oradores da turma.

Concordância verbal, entonação, enfim, bom falar... Isso lhes diz alguma coisa?

Às vezes, eu tenho a plena certeza de que estou num picadeiro. Em pleno show de palhaços. E, de novo, uma salva de palmas para a democracia!




 
E viva a democracia...!!!

Algum dia nesta semana, eu fui provar as becas para a formatura e eleger, dentre os professores, aqueles que ocupariam o lugar de paraninfo, de homenageado, de patrono (não consegui escapar do questionamento de qual a real diferença prática entre esses títulos, já que, no final, todos eles vão fazer os seus longos discursos...). Também tive de escolher algum funcionário homenageado, dentre algum daqueles seres soturnos, encastelados na mediocridade burocrática-administrativa e no mau humor lento que dela decorre. E que, ainda e last but not least, nos brindaram com uma lesiva greve em algum outro ano perdido do curso.

Não houve qualquer professor que tenha-me marcado. Alguns deles, por razões diversas e nem sempre louváveis, me deixaram um pequeno vestígio de admiração. Escolhi aqueles que eu achei menos demagogos e mais preocupados em dar as aulas com algum apuro (nunca se pode exigir demais de qualquer coisa que venha diretamente do Poder Público, é a resignação que está irremediavelmente entranhada em nós). Enfim, escolhi aqueles que realmente ainda têm alguma noção do que significa professor, que redunda em ensinamento, em assiduidade às aulas, em respeito aos alunos e em todos esses outros valores que, dia a dia, resvalam mais e mais para a categoria de folclore alegórico.

Mas, claro estes aí que em que eu votei provavelmente não vão vencer. As cadeiras do Credicard Hall provavelmente vão ser ocupadas por alguns daqueles mesmos professores de todos os anos, donos de belíssimas palavras e quase nenhuma ação. Por aqueles para quem assistente, doutor, associado e titular são palavras que apenas servem para encarecer seus pareceres...

Esperemos. Talvez eu esteja sendo pessimista demais, embora o longo histórico do que eu já vi provavelmente não vá-me desmentir. De qualquer forma, retomando o título, viva a democracia!




 
Inspired by Electronic Polaroids

kogyaru



You Are a Kogyaru!


If it's cute, you'll wear it. Fake and bake, hair bleach, and bright makeup line your bathroom cabinet.

As for clothes - anything that's short and cute ("kawaii!").

You are the prize object of all sorts of men - but you are really looking for a rich foreign guy.

He'll find you out hanging out in Shibuya shopping at the 109, text messaging and sending photos over your cellphone.



What's *Your* Japanese Subculture?

Pooootz... Logo as famigeradas kogyaru (corruptela macarrônica, em nihongo, de "colegial")? Elas são a personificação daquelas meninas japonesas over, que habitam as mentes estranhamente lascivas dos homens de seu país, que se prostituem com altíssima freqüência por qualquer objeto caro, daqueles que ultrapassam os três dígitos, e que até vendem as suas calcinhas!

Mê-da. Quero uma personalidade nova. A-go-ra.




 
Don't cry for me Argentina...

Eu sempre li os escritos da Paloma Weissman, Lolla Moon, Miss Belle X, Sabs ou whoever, já que cuidaram de atirar os múltiplos pseudônimos de que ela se utilizava - em alguns caso suposta, em outros, descaradamente - para lhe imprimir um ar megalomaníaco e esquizofrênico de múltiplas personalidades.

Aliás, foi o blog anterior dela um dos que mais me motivaram a começar o meu próprio. E, aliás, o blog dela era um dos pouquíssimos que eu visitava obrigatoriamente, sempre que eu estava na rede. Embora houvesse sempre uma inegável, porém tênue, aura de pretensão sobre os seus posts (o que, em vista das muitas porcarias soltas pela rede afora, era uma pretensão consideravelmente relevante), eu gostava muito de lê-los. Era uma escrita fluida, gostosa, e, mesmo nos momentos mais despretensiosos, era perceptível uma argúcia muito acima da média do que se vê por aí.

Se a moça realmente fez uso de imagens que não lhe pertenciam (o que, ao que tudo indica, é verdade, mas que, em nome de alguns valores e de alguns outros princípios régios como o do in dubio pro reo, o do devido processo legal e o escambal, não podem ser reputados como verdades irrecorríveis), o único sentimento que lhe resta devotar é o da odiosa piedade. Afinal, ela, que se professava tão acima destas convenções de beleza, vagando tranqüilamente sobre esta exigência estética - argumentos que ela repetiu várias vezes, nos seu impagáveis blogs, ao dizer que ela não precisava enfileirar fotos exibicionistas para arrebanhar leitores-admiradores - terminou por cair na escorregadia armadilha da vaidade. Ludibriou um sem-número de pessoas, enfeitiçou-as com a falsa ilusão de ser alguém que não era, deixou uma batelada de fãs prestar-se ao patético papel de dispender muitas horas na frente do computador, prestando homenagens a um falso ídolo. Enfim, mais uma vez, a moça incorreu naquele triste erro de afrontar visceralmente tudo aquilo que ela afirmou, categoricamente, desprezar. É triste, é muito triste, sem dúvidas.

Mas, de quem ter mais pena e/ou ódio? De Paloma, que fez um passeio esmigalhador sobre o tácito e frágil, mas vigente, código de condutas que governa a rede, subtraindo os incorpóreos bens que a outrem pertenciam, abusando do direito de se escudar em "verdades inventadas"? Ou o desgosto deveria ser dirigido, também ou sobretudo, ao bom amontoado de leitores que se deixou levar pela alegada farsa? Destes navegantes que privilegiam a pessoa carnal, aquela exposta em perfeição externamente impecável? O que era continente e o que era conteúdo? As palavras ou as imagens? E o que é mais importante?

Ah, como sempre vem às nossas cabeças, nas mais variadas formas: "Senhor, tende piedade de nós...". De todos nós.





 
Nota de esclarecimento

Não tenho mais micro. De novo. A criatura dá paus tremendos, fica ligada por alguns pouquíssimos punhados de segundos para me exibir logo em seguida, sorridente e debochada, aquela tela preta de inicialização.

Na verdade, agora tem dois computadores aqui em casa; mas nem se empolguem demais, porque os dois estão em rede, inclusive com o Speedy compartilhado. E, claro, uma vez que o azar sempre tem de dar as caras por aqui , naturalmente, o micro que está dando problemas é o servidor mesmo, sem o qual este segundo micro não conecta, nem aceita musiquinhas. E não, o segundo micro não possui conexão discada, então acabou a brincadeira e não tem mais amizade.

Resultado: dois micros inutilizadíssimos, a não ser que se queira usar o Word ou qualquer outra coisa do gênero. Porque musiquinhas, Internerd e afins, nem pensar mesmo. Vamos ver se, nos mais-ou-menos cinco minutos de conexão com que eu tenho sido misericordiosamente agraciado eu logre o êxito de ver este post no ar...




Quarta-feira, Agosto 28, 2002
 



Terça-feira, Agosto 27, 2002
 
Google, Radaruol, etc, etc, etc... - Part II - cortesia de Solange Boneca (part II! De novo!)

A radiante Solange Boneca, poupando o meu trabalho de esclarecimento dos incautos leitores que caem por aqui desavisadamente, deixou um comment aclarador como réplica às procuras absurdas. Vejam aqui.

Querida, você anda muito participativa por aqui. Já pensou em montar um blog? :)




 
Buddha Bar...

Buddha Bar

O Buddha Bar fica em Paris. Provavelmente, é uma das idéias inspiradoras da tupiniquim Ultralounge.

O que importa é que eles lançam várias coletâneas de músicas, todas num gostoso estilo chill-in. Já está no meu Winamp.

Obrigado pela dica, querida.





 


Ainda não tinha visto. Pra variar, aderi.

E se você for algum leitor que segue como um lemming a máxima do rouba mas faz, suma daqui.




 
E, enquanto isso, eu vou vendo tudo se despedaçando lá fora. Tem gente morrendo, mesmo. Não naquele sentido que eu não me canso de dizer; afinal, morre-se todos os dias, num processo inexorável, não é mesmo? Mas eu tenho visto esse processo sendo consideravelmente acelerado. Ou melhor, tenho sido informado disso - alguns têm feito as vezes de mensageiros do além e me deixam a par das inúmeras tragédias que acontecem pelo mundo afora. Enfim, não sei mais direito das coisas. Rá. Como se eu tivesse sabido algum dia - eu tinha apenas (mais) uma ilusão de entender e de matematizar melhor as coisas...

E, pelo amor dos deuses, parem de gritar ao meu redor. A cadela só está vomitando, daqui a pouco passa. Desintoxicação voluntária, isso lhes diz alguma coisa?

Porra, não consigo mais sequer ler meus blogs em paz.





 
Pipoca engoliu neon. É, daquelas pulserinhas que se usam em rave e que a minha irmã comprou na já familiar vingt-cinq. Claro que, como eu vivo num cortiço envernizado por algumas boas aparências, foi feito o maior estardalhaço com gritos, berros e mil recomendações.

Deuses. Eu gosto de silêncio às vezes. Ou melhor, gosto de selecionar os barulhos que me rondam - já não basta ter sido quase multado hoje por causa da merda do rodízio e desse bando de franceses que lotam esta cidade com seus calhambeques que quebram a qualquer instante, impossibilitando qualquer estimativa de planejamento de tempo. E ainda no meio daquelas buzinadas inconvenientes de motoqueiros...?

Tempos de convalescências. E de impaciências também.




 
E, de novo, eu digo que continuo vivo. Mas sem tempo, sem ânimo e sem paciência para escrever sobre os mim, sobre os meus dias e what the fuck... O meu pai teve um mal-estar (nada grave), mas que rendeu duas noites em claro em hospitais. A primeira médica, nitidamente incompetente, fez um diagnóstico completamente equivocado, prescreveu remédios que apenas pioraram o quadro dele. E lá fomos eu, minha irmã, ele e algum Deus, cruzando a cidade pela madrugada.

Tudo sob controle agora. Só que o calhamaço de traduções está aqui, à minha espera. E Pipoca acaba de ser levada às pressas pro veterinário, porque estava passando mal. Parece que a coitada engoliu algum objeto perdido pelo chão. Dá licença, que a campainha tá tocando e deve ser a minha irmã...




 
Google, Radaruol, etc, etc, etc...

Que medo.

Parte substancial das visitas que eu tenho recebido são geradas por procuras das coisas mais absurdas. É só clicar no meu contador pra ver.




Sábado, Agosto 24, 2002
 
Dear Kitty,

Há tempos eu não alimento ainda mais a minha verve confessional e não falo de mim mesmo, dos meus dias, de forma pretensiosa e linear. Pois bem. Vamos tentar. As reavaliações finalmente terminaram. A última delas, na quinta-feira, foi aplicada no departamento, com cerca de nove alunos presentes. Solange Boneca me informou que, enquanto o professor professava as suas "ensinanças" em sala, ele disse que "tinha de sair mais cedo porque algumas pessoas tanto tentaram e insistiram, que conseguiram a proeza de ficar de recuperação". Acho que ele não parou para pensar, como algum bom estudante de direito que certamente foi algum dia, que foi graças ao seu próprio despotismo e às mudanças arbitrárias de critério vindas de ninguém mais do que ele mesmo que a grande maioria daqueles alunos estava fazendo aquela prova. E o mais irritante é que o fofo sempre fica-se escudando nessas desculpinhas para nunca dar as aulas corretamente - uma hora são os alunos retartadários, depois é algum congresso urgentíssimo, alguma diligência importantíssima que o escritório exige. Não sei quanto às outras hipóteses, mas posso afirmar que nós, os ignorantes e persistes alunos em recuperação não podemos ser apontados como os culpados pela aula que ele deixou de dar na íntegra. Pois o puto mal pisou no departamento e já saiu correndo de lá. Isso, nos largou sozinhos, all by ourselves. Quer dizer, junto com as muitas anotações de aulas e os alguns textos de seminário. Rá. Aquele lugar é muito fedorento, definitivamente - e nem baldes do melhor perfume francês conseguiriam mascarar aquele odor fétido.

Mas houve uma cena engraçadíssima: uma moça, totalmente transtornada, chega no meio da prova, implorando para que o professor a dispensasse, porque ela estava ardendo em febre. Detalhe é que a moça estava literalmente fofíssima, recém-saída de uma balada, com as pupilas gigantescas. E não é que a criatura ainda ficou ligando pro celular de outro ser que estava na mesma sala que a minha? (para dar alguma seriedade ao procedimento, os alunos foram divididos em duas salas).

Enfim, esta foi apenas a primeira cena das muitas outras surreais que aquele dia me reservaria. Depois de ter ido a um lúgubre estúdio de tatuagens, percings e afins com a minha irmã - onde, aliás, pude ver duas criaturas horrendas e grosseiras, tudo por conta da nítida frustração de terem sido as crianças escurraçadas, beliscadas, desprezadas e caçoadas na infância - fui com a minha irmã para o America. Enquanto deglutíamos o tradicional Sunny America, pudemos observar a fauna local. As duas putas baratas e com um inglês péssima e pretensiosamente californiano, profícuo em like, que estavam tentando alicatar dois outros gringos, desajeitados em suas roupas casuais de fora do escritório; uma outra mulher com toda aquela falta de estirpe upper middle class wannabe, envergando um daqueles óculos que essas revistinhas femininas estabeleceram como per-fei-tos para ser usados durante o dia (alguém ainda não aprendeu que entabular uma conversa portando esses acessórios, com as óbvias exceções, constitui grandessíssima descortesia?); e, ainda, uma outra mesa de ares misteriosos, composta por um senhor de avançada idade e por outras moças bem mais novas, da qual emanava uma perceptível aura de desconforto. Minha mente maliciosa e rodrigueana já teorizou sobre um possível lenocínio. Minha sis, neste momento mais polida, já imaginou alguma tentativa mal-sucedida de um possível contrato de emprego. E, claro como a água, havia aqueles muitos executivos em horário de almoço, uniformes em suas roupas, em suas conversas, e em seus semblantes infelizes. Ah, isto é São Paulo. Isto é o mundo. Esta é a natureza humana. E viva a diferença!

As aulas no cursinho transcorreram na normalidade que uma noite sem sono pode permitir. E assim foi com as subseqüentes aulas na faculdade. Cheguei esfarelado no meu outro confessionário em forma de rattan. Para ser lembrado de que haveria um teste vocacional naquele dia. Ineditamente, engoli um café expresso bem forte - embora fumante, eu ainda resisto à cafeína, só uso em situações extremas - e encarei aquela sucessão de fotos, de seleções de grupos, etc, etc, etc... Eu pensei em pedir pra deixar pra outro dia, mas algum instinto lá de dentro me cutucou e me ordenou que eu fizesse naquele dia.

Eu realmente tenho-me sentido especialmente perdido em termos profissionais. Embora eu saiba que essas dúvidas assaltem toda e qualquer criatura em vias de concluir um curso universitário, eu tenho uma intuição (sou canceriano, não posso desprezá-la) de que, no meu caso individual, esta sensação de desprendimento e de dissonância assumem formas mais volumosas, e, portanto, mais preocupantes.

Depois, houve o habitual solilóquio em torno do meu cotidiano. Da minha eterna insatisfação, da fome e sede desmedidas e desajeitadas por alguma coisa que eu (e até ela) sinto que destoam do que se convencionou como aceitável. Da minha infernal vida familiar, que se evidenciou mais pelo incidente na formatura do meu primo no último sábado, em que meu pai, em (mais) um momento de intransigência pura, deixou trincar o seu verniz de ocidentalidade, e quase desencadeou uma cena horrenda. Mais uma daquelas histórias pouco originais e ainda menos agradáveis.

Cheguei em casa exausto. E, como a moça do conto da Clarice, soprei aquele dia como se fosse uma vela. Para submergir num sono pesado longo e sem sonhos. De quinze horas. Acordei às mesmas quinze horas (alguma coincidência dos astros, talvez?), já sem tempo de ir para . Fiz de conta que assisti às aulas na faculdade. Assim como brinco que está tudo sob controle. Meus gritos são engolidos a cada garfada, a cada tragada, a cada e a todo instante.




Quinta-feira, Agosto 22, 2002
 
O Mal Secreto...

Despeito deve doer muito, não é? Corrói tanto certas entranhas mixurucas a ponto de impulsionar seus detentores, já não muito apreciáveis por natureza, a cometer desatinos risíveis.

Bom, eu tive my good share deste mesquinho sentimento, mas, a julgar pelas algumas muitas reações de outros alguns muitos que eu vejo por aí, calculo que a invejinha pode produzir resultados muito mais nefastos. Berrar imposturas a berros cacarejantes. Engajar-se num lobby patético contra seus "opositores" - tantas vezes, a baixa qualidade dos meus pretensos detratores me desmotiva a redargüir os seus gritinhos de infâmia. Tentar assumir a vida, os amigos e todas as coisas de outrem (ui, isso é psicótico! E Glenn Close já tá muito datada, sinto-lhes informar). Algumas pessoas deveriam ser apresentadas ao conceito de originalidade. E umas boas pitadas de vida própria e de honestidade (não só a de caráter, mas a sua forma mais basal, a de honrar as suas dívidas pecuniárias) também não cairiam nada mal.

Wake up, little Susy, já dizia a música. E como uma Terrorista bradou há tempos: get a life. A real one! Ou, ao menos, esforce-se para tanto. Neste quesito, posso afirmar, com certa serenidade, que a minha consciência está tranqüilíssima.




 
Dia cheio...

Tatuapé-Centro-Jardins-Centro-Moema-Tatuapé. Não, não é o itinerário de um mega-ônibus que cruza a cidade inteira. Foi o meu, mesmo. De hoje.

C'est fini!... E minhas energias também.

Volto depois. Amanhã.




Quarta-feira, Agosto 21, 2002
 
Bobajada spam - cortesia de Solange Boneca...

Tipos de Homens:

Homem Nescau - Energia que dá gosto

Homem BomBril - Mil e uma utilidades.

Homem Ponto Frio - O bonzão

Homem Casas Bahia - Dedicação total a você

Homem Toddynho - Companheiro de Aventuras

Homem Tenaz - Só descole se for capaz!

Homem Sprite - Imagem não é nada

Homem Redbull - Te dá asas

Homem Brahma - O número 1

Homem Nike - Just do it

Homem Havaianas - Todo mundo usa

Homem Telefônica Celular - A sua melhor companhia

Homem Bis - Quem come um, pede bis!

Homem Mc Donald's - Gostoso como a vida deve ser

Homem C&A - Abuse e use!

Homem Free - Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum

Homem Close-up - Fale de perto

Homem Avanço - Você usa, elas avançam

Homem Maisena - Você mexe e ele engrossa

Homem Engov - Te dá um trato na bebedeira

Homem Telescópio - Te faz ver estrelas

Homem Pilha - Te deixa ligadona

Homem Cavalo - Dispensa comentários

Homem Volkswagen - Você conhece, você confia

Nota: No alto da minha alguma experiência posso dizer que boa parte desses são espécimes em extinção ou mitológicos, mesmo - nunca existiram.




 
Esnife. Eu não quero estudar. Ao menos, não esta matéria chata e pedante.



Terça-feira, Agosto 20, 2002
 
Esclarecimentos, conselhos e pitacos...

Já li todos os comments e prometo que depois respondo todos adequadamente, combinado? É, combinado. Acho que vocês não têm muita escolha, não é mesmo? Ocorre que, infelizmente, o sistema do YACCS (sem link mesmo) está uma droga e estou levando décadas para abrir cada maldito pop-up. Como paciência não é meu forte, nem preciso me explicar...

Thiaguinho-criança-hype-que-vai-para-Ibiza-e-vai-ver-o-Tiësto-e-eu-já-estou-morrendo-de-inveja, finalmente você conseguiu seu green card para este mundo. Bem vindo e fique à vontade! Só tome cuidado com o Murano logo ali, ok? Rá.

E a todos os outros cinco-e-tantos leitores, por favor, continuem comentando. É bom saber se alguma alma ainda me lê a sério, especialmente com os referrals surreais que a página tem recebido.

A este propósito, umas advertências. Aqui não tem lolitas e nem pedofilia - se você curte essas coisas, procure ajuda profissional. Criteriosamente, por gentileza. Nem preciso citar os últimos casos de psicanalistas desajustados que poderiam facilmente tornarem-se comparsas em vez de curadores. E o mais importante: tome cuidado, que isto é crime e a pena é pesada. E é muito provável que você não disponha do capital necessário para se safar dessa.

Eu não tomo, nunca tomei e não pretendo tomar Benflogin com álcool - se você pretende-se drogar, além de todos os cuidados básicos para não dar bandeira - afinal, tudo que envolve tóxicos é crime hediondo, inafiançável e todos os outros bichos, como diria o sábio Nelson Rodrigues - tenha um pouco de glamour. Se você está-se destruindo mais agressivamente (pois nos destruímos diariamente, não é mesmo?), tenha o mínimo de dignidade e de decência. Uma combinação dessas é de gosto pra lá de duvidoso. E um conselho a esses pervertidos e/ou drogaditos de plantão: leiam Estação Carandiru e analisem se os seus ideais de felicidade correspondem à vida que aquelas páginas elucidam com palavras e com imagens.

Para os ávidos por arquivos PPS: se vocês realmente se emocionam com aquelas imbecilidades de aspirante a poetisa doméstica, sugiro que vocês larguem as suas respectivas Sabrinas, Biancas, Julias e outras deidades na banquinha mesmo. Por um pouquinho mais e no mesmo local onde você adquire essa nobre literatura, você pode encontrar Literatura (de verdade, com maiúscula). A Nova Cultural está lançando uma coleção muito boa, com ótimos clássicos, cuja leitura eu recomendo veementemente. E se, mesmo depois disso, vocês não aprimorarem o (bom?) senso e o (bom?) gosto, tenham certeza de que a lobotomia já é irreversível. Há várias pontes das quais vocês podem-se jogar e tornar a Terra um planeta mais azul.

Eu já disse que eu ando impaciente e azedo? Pois é. Acho que nem preciso.




 
Vamos navegar...

*** Os joguinhos deles continuam lindos. O novo é uma graça!

*** Este lay-out novo, como não poderia deixar de ser, está primoroso. Parabéns de novo!

*** Pulso Único. Por que demorei tanto para entrar neste site? Ótimas pedidas para preencher o vazio de manhãs, tardes e noites ociosas na rede.

*** Catherine Deneuve é bela.

*** O Tom Cruise continua soberbo. E eu gostei deste filme. Juro.





 
E a minha vida familiar está um inferno. A minha rotina também fede mais do que o Rio Tietê, o Tamanduateí, o Pinheiros e o Tâmisa (antes do projetinho ambiental) juntos.



 
Sono incomoda, dói, irrita demais - passei mais uma noite sem dormir, por conta das injustas reavaliações a que estou sendo submetido.

Mas estou quase tendo a minha vida formalmente de volta. Só mais uma prova. Só mais uma. On second thought, virão outras, piores, depois. Mas não quero pensar nisso agora.

Deuses.




Sábado, Agosto 17, 2002
 
Sinceridade...

Sobre o alarde da violência causada pelos chefões do narcotráfico no Rio, finalmente se pronuncia uma voz verdadeira.

Confiram.




 
Celeumas...

A minha irmã veio-nos bombardear com mais um Napalm perturbador da nossa pseudo-ordem doméstica. Pendurada em algumas matérias, desanimadíssima com o curso, ela está aventando, seriamente, a hipótese de aposentar, ao menos temporariamente, a lex. Apresentando quase o mesmo quadro trágico em que eu me inseria há uns dois ou três anos, ou seja, na mesma época de faculdade em que ela se encontra, ela apareceu ontem, irredutível. Neste período, eu também pensei, de verdade, em largar o mofo e ir, textualmente, respirar outros ares.

Com uma singela diferença: meus repentes libertários e alados tiveram suas asinhas instantaneamente cortadas pelo genitor, que me lançou uma série de réplicas impassíveis de qualquer tipo de tréplica. Aquele velho papo de eu estar trilhando um caminho inexorável para a minha miséria intelectual e econômica, de não estar pronto para tomar uma decisão dessas (e, claro, deixar esse penoso processo decisivo para ninguém mais e ninguém menos do que ele próprio). No caso de ontem, a postura foi diametralmente inversa: "eu entendo", "faça o que o seu coração mandar" e outros clichês de compreensão avalista e permissiva.

Eu vivo continuamente sob o bordão dos "dois pesos, duas medidas". Mas isso foi especialmente aviltante. Consumindo meus preciosos quarenta e cinco minutos e parte dos meus cigarros na sessão de hoje, chegamos à óbvia conclusão: chauvinismo puro e simples. Afinal, ela ainda pode-se casar, o diploma nem é tão necessário, não é mesmo? Sempre se pode bordar, aprender a cozinhar e se dispor a juntar uma matilha de infantes remelentos. Qual o problema que algumas pessoas encontram em se juntar a nós do século XXI? Nem tanto: podia até ser do século passado, que as diferenças de percepção já seriam muito melhores.

Coisas que não se podem mudar, cuja imutabilidade já estamos fartos de saber.





Sexta-feira, Agosto 16, 2002
 
Você já quis que o Bill Gates e a porra do seu Windows XP fossem todos às favas hoje?

Erro em tempo de execução.
Deseja depurá-lo?

Linha: XXX (aparecem todos os números possíveis, tipo análise combinatória)
Erro: Não é possível atribuir ao resultado de uma função.




Quinta-feira, Agosto 15, 2002
 
And the Oscar goes to...

SMILE AMARELO, que foi o visitante número 4,000 destas páginas. Se bem que, por vir direto aqui, poderia até ser um Amoras de Ouro ou, em versão tupiniquim, um Santa Clara.

Brincadeiras à parte, obrigado pelas visitas de sempre!




 
Murphy, revogue-se.

FOGO NELAS!

Hoje a minha prova de recuperação foi no barco viking. É uma sala da faculdade em forma de um oitavo de anfiteatro, cheia de degraus, com as carteiras bem próximas umas das outras. E bem de frente para a rua. Desnecessário mencionar a odiosa combinação de calor humano e de barulho que tornam o ambiente ainda mais insuportável. O que se piora quando o ilustre professor decide aplicar a prova junto com a aula que ele ministra. Isso mesmo: prova e aula concomitantes, simultâneas, ao mesmo tempo.

Mas a Providência Divina dá as caras de vez em quando e nos foi permitido realizar o exame nos fundos da sala! Pela primeira vez, adorei ter um-e-sessenta-e-poucos de altura. E de quebra, ter um gigante de um-e-oitenta-e-poucos sentado à minha frente! Cadernos, teses, colas (literalmente coladas no Código), todinhos à minha disposição para consulta, reconsulta e deleite. Mas a amiga Pedê não é das mais solidárias e logo que vem, foge. E não é que no meio da prova me deu uma vontade incontrolável de fazer xixi (mijar, urinar - fica a seu critério)?

MInha bexiga doeu tanto que uma hora não pude mais ignorá-la. Tive de terminar a prova às pressas, com a terceira questão totalmente mal feita. Posso não me formar por causa da moeda, já que ela era o tema da mal fadada e incompleta questão. Tirem esses pedaços de metal da minha frente por um tempo, por gentileza.




Quarta-feira, Agosto 14, 2002
 
This smells sooo good...

Givenchy Pour Homme



Terça-feira, Agosto 13, 2002
 
Genealogia...

BlogTree - visite!




 
Aos alguns leitores desta página,

Eu continuo vivo, mas cheio de reavaliações (a faculdade é realmente eufemística - é recuperação mesmo!). E há também as revalidações internas, aquelas que nunca cessam. Ainda volto.




Domingo, Agosto 11, 2002
 
Botânica...

Bambus no Himalaia

O bambuzal: um campo vasto e organizado na uniformdade de seu verdume. Analisados individualmente, cada componente deste grupo homogêneo demonstra, com suas hastes fininhas, uma evidente fragilidade ao toque. Bambus esquálidos, mirrados e irritantemente flexíveis. Não são seguros, nem sólidos, nem portentosos como o carvalho. E curvam-se quando o vento dá o ar da sua desgraça com aquelas lufadas violentas. Curvam-se ao estímulo eólico, humilde e subservientemente, como boas gueixas, como bons vassalos, como excelentes escravos.

Mais um ledo engano que as aparências nos pregam. O bambu, pelo contrário, é forte, em toda a sua fragilidade. Ah, mais uma peça pregada pelos oxímoros! O bambu ostenta notória capacidade de resistência às intempéries. É apenas momentaneamente humilhado pela ventania, para depois, se reerguer soberano ao seu ponto altivo de equilíbrio, com as suas raízes fortemente fincadas no solo. E pobre do carvalho, orgulhoso, que vai ao chão com toda a sua solidez. Em definitivo.

A qual dos dois devemos-nos buscar assemelhar? A resposta é óbvia. Ei, você e eu, tão firmados em nossas convicções, tomemos cuidado com tamanha rigidez. Abaixemo-nos quando algum daqueles muitos tiroteios da vida eclodirem. Para depois nos levantarmos, em toda a nossa inabalável essência. Sejamos maleáveis na medida em que as circunstâncias exigirem, mas jamais nos esqueçamos de nossos respectivos pontos de origem.

A lição vem de um ensinamento oriental com que o meu pai teve a sensatez de me brindar. É esta a minha singela homenagem a ele, a mim mesmo, e a todos nós, neste dia.




Sexta-feira, Agosto 09, 2002
 
Indo para um convento...

E eu estou seguindo um caminho religioso. No sentido técnico e originário do termo religare. A recondução.

É tudo tão intuitivo, ainda. E é tudo, ainda e quem sabe pra sempre, tão permeado pelo medo do desvio.

É isso. E acho que não posso escrever sonolento. Minhas idéias se despregam umas das outras.





 
É a rotina. É o não mais poder dormir a quantidade de horas que o meu corpo lânguido exige. É o ter de serpentear pela cidade mais caótica (ai, chuva!), de sala em sala, de dúvida em dúvida, de aula em aula. Uma peregrinação, à procura de algum ou de muitos santos, que me consome as pernas e a alma. Que me esvazia. Não tenho escrito - os lampejos diurnos são apagados pelo cansaço.

Estou realmente cansado. Fisicamente exausto. Na sala de rattan, fui psicanaliticamente enquadrado no desvio de energia. A que eu antes dispendia em pensamentos, ou melhor, no plasmar escrito desses pensamentos, agora é especialmente dirigida a outras coisas. Mais terrenas (e que pontuação esdrúxula e ilógica é esta?).

É agosto. Ainda.




 
Cores Proibidas.



Quinta-feira, Agosto 08, 2002
 
A ignorância é uma bênção.



Quarta-feira, Agosto 07, 2002
 
Escreva, escreva...

É um conselho que eu tenho recebido repetidamente do misterioso destino. O livro de memórias autobiográfico e metalingüístico, cuja leitura estou terminando, já com aquele sentimento de pena antecipada. O livro que, como poucos, me fez sentir cheiros, me fez vagar e, de fato, ir descortinando um mundo. O livro que eu não queria terminar. Quando percebi que já estava bem avançado nas páginas, comecei a lê-las bem devagarinho, com medo da chegada do final.

Os incentivos de uma amiga minha. E as duas últimas aulas cujos temas invariavelmente desaguaram na árdua tarefa do escrever, com as devidas compensações que esse esforço traz.

Escreva, escreva. Mas não estou conseguindo.




 
Some quick drops...

*** Eu sei que tenho escrito pouco. Meu post de domingo desapareceu aqui na confusão das minhas pastas e, por ora, não o estou encontrando. Vou seguir o conselho de um amigo e não me concentrar em ficar procurando; São Longuinho é mais generoso quando não nos mostramos desesperados. E eu ainda estou me reambientando à rotina de aulas. Sinto sono quase o dia todo. E não tem muito para ser contado; e não tem espírito para divagações, tampouco.

*** Esta cidade é uma criança peralta e desaforada. Quanto mais você a ama e a idolatra, maiores as chances de receber uma sonora e dolorosa bofetada na cara. Aliás, acho que justamente é essa postura reverente que seus habitantes e/ou visitantes dedicam a São Paulo que fazem com que ela fique mais cheia de si, devolvendo a idolatria com insolência. E as más criações de hoje consistiram num trânsito ferrado sob um sol a pino, por conta de um acidente pavoroso no meio da Consolação, em uma falange de motoqueiros tentando-me fechar e o convívio com as pessoas mais mal humoradas do que o normal.

*** Tenho uma conferência com O Usurpador em breve. Provavelmente, na quinta-feira de manhã. Fingers crossed! Os das duas mãos e os dos pés também, porque eu vou precisar. Conversando pretensiosa e despretensiosamente com a secretária do departamento, descobri que a múmia paralítica tem-se recusado terminantemente a revisar notas, ou melhor, a atribui-las com o mínimo de justeza e de coerência. Mas, contrariando um pouco meu temperamento de sempre, decidi que, desta vez, não vou embarcar na improdutiva viagem do sofrimento por antecipação. Desta vez, let us wait and see...

*** Ainda no quesito "eu tenho de passar de ano', descobri que outra das minhas reavaliações foi marcada no horário e na sala em que o dileto professor leciona regularmente. Ou seja, vou fazer uma prova tendo como pano de fundo a monocórdia trilha sonora do discurso enjoativo daquele energúmeno. Se De Gaulle disse que este não é um país sério, me imagino que negativa desqualificadora ele dirigiria àquele pântano.

*** E quem disse que aquelas catacumbas não podem-me brindar com algumas boas irreverências? Me (re)deliciei com os cinqüenta minutos de besteirol descontrolado de uma das criaturas mais engorduradas de peroba nas fuças. Foram muitas pérolas soltas pelo suíno em questão. Pérolas de zircônia, no melhor estilo vingt-cinq du mars (Vinte e Cinco de Março, mesmo), mas que, justamente por tamanha vagabundície e franqueza, são bálsamos relaxantes no meio daquele lodo de pretensão.

*** Dando continuidade ao consumismo, sete livrinhos aterrissaram na minha escrivaninha hoje. So back to the books now.




Terça-feira, Agosto 06, 2002
 
As aulas recomeçaram. E antes delas, algumas outras coisas se inagurararam, outras permaneceram e outras, ainda, se foram. Eu escrevi um post à la Anne Frank, mas não consegui terminá-lo. Mal consegui fumar hoje, de tão exíguo que foi meu tempo. Mas não posso deixar de mencionar, de antemão, que foi ótimo tê-lo conhecido. De verdade...

E não adianta fingir que eles não estão aí... Agosto e obrigações diuturnas, sejam bem vindos a este barco cujo timão eu ainda tento fazer meu.




Domingo, Agosto 04, 2002
 
pensamentos em elaboração...



 
TURN OFF THE LIGHTS AND ALL THE REST...

Daqui a uma Aspirina e daqui a algumas horas de sono, eu venho.




Sábado, Agosto 03, 2002
 
Se pudéssemos resumir todos os pecados, capitais e de outras castas, em um só, este ente danoso uno seria a culpa. Sem essa vilãzinha, aliás, nada do que faríamos seria convertido imediatamente à categoria de pecado. E aproveitando a deixa da Veja da última semana, eu só digo uma coisa...

Culpa: você ainda vai morrer disso.




Sexta-feira, Agosto 02, 2002
 
GRITOS!!!

E AGORA VOU FICAR EM CAPS MODE. POR TEMPO INDETERMINADO. DAQUI A POUCO, SUPRIMO, TAMBÉM AS ACENTUAÇÕES.




 
Sangrar até o estanque...

Estes escritos, um bom punhado de cigarros e de outros penduricalhos que também se esgotam rapidamente, seja em combustão ou em qualquer outra forma de, simplesmente, acabar - recursos instantaneamente finitos, eles são o tudo de que disponho agora. Não quero piedade. Quero uma boa dose de MDMA, combinada com quetamina e com algum álcool. Não precisa de piedade, e não precisa, tampouco, de afeto.

Minha overdose não é mais de substâncias químicas, mas desse abafado botar sob as asas, dessa preocupada e esmagadora imposição de tudo que, genericamente, se chama de padrões. Bem-querer mata. Amar dói. É o que eu aprendi, formalmente há algum tempo, e é o que eu tenho vivido há tempos, mas que só agora percebo com a devida força elucidativa e carnalmente prática.

Não tomar chuva, não tomar friagem, não tomar drogas. Mas tomar-se de medos, tomar-se de precauções desmedidas, tomar-se de cinismo. Tentei contrariar essa regrinha, mas continuei tomando do mesmo jeito. No rabo. Então, vou fazer meu o modus operandi deles. Pouco a pouco. E fazendo de conta que é assim, até que tudo não seja mais uma fábula inventiva, mas a única verdade, que, como todas as únicas Verdades, é irrefreável e irrefutável. Higiene mental. Adoro isso. Martelar à exaustão a entrada desse líquido externo, até que se abram fendas, para que seu conteúdo jorre e se incorpore a mim mesmo.

Vou-me deixar sangrar. Fumando os mesmos cigarros. Não dormindo da mesmíssima maneira. Escrevendo as mesmas idéias de sempre, as mesmas palavras de sempre... Me imergindo nos mesmos pensamentos e nos mesmos hábitos. Vou-me vencer pelo cansaço. Até que não haja mais nada meu. Ou até que o meu se misture tanto ao deles e ao de vocês, que não haverá fronteiras.





 
Sutileza...

O leve e discreto tremor do vagão. A distância civilizada e comedida entre as pessoas. O quase silêncio (ainda tem um zunido no fundo)... O quase tudo. Quase, quase, quase, como um estado em suspensão que aguarda o desfecho que nunca vem , como um coito interrompido, como um crescente que não chega ao ápice.

A eloqüência mais incômoda do que aquilo que francamente chacoalha, junta e grita. Mais incômoda do que o francamente franco, aberto e escancarado. Que, como água quente, escalpa. Mas hoje é dia de fervilhar por dentro. E a febre interna é a mais mortal - é mais lenta e, quando percebida, já devastou o todo.




Quinta-feira, Agosto 01, 2002
 
Sim, eu ainda estou vivo. Ao menos, ainda respiro. Dentre outras coisinhas.